segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A aparição de Nossa Senhora do Bom Sucesso

Saiba mais sobre a aparição de Nossa Senhora do Bom Sucesso e a sua mensagem para os nossos dias.
Saiba mais sobre as aparições de Nossa Senhora do Bom Sucesso
Nossa Senhora do Bom Sucesso apareceu a uma religiosa, a serva de Deus Mariana de Jesus Torres, pela primeira vez no dia 02 de fevereiro de 1594, em Quito, no Equador. A Virgem Maria apareceu a irmã Mariana para profetizar muitas fatos que a Igreja viveu na segunda metade do século XX. Não somos obrigados a crer nas revelações privadas, mas, por prudência, devemos crer em vista dos sinais eloquentes que nos são dados. Nossa Senhora previu que um Papa prisioneiro, o Bem-aventurado Pio IX, proclamaria o dogma da Assunção. Ela previu que o Equador teria um presidente segundo o seu coração e que este morreria mártir e a história atesta isso. A Irmã Mariana consagrou o Equador ao Sagrado Coração de Jesus e hoje ela tem o seu coração incorrupto, exposto na cidade de Quito. A Virgem Maria previu também o surgimento do grande Santo Cura d’Ars, ou São João Maria Vianney. Todas as previsões da Virgem Santíssima sobre os males que recairiam sobre a Igreja e a sociedade, reveladas a Madre Mariana, estão relacionadas ao século XX e também ao nosso tempo.

A Irmã Mariana soube, através das palavras de Nossa Senhora, dos sofrimentos e necessidades que passaríamos. Ela teve o coração transpassado pelas grandes desgraças que aconteceriam à Igreja na segunda metade do século XX: a heresia, a impiedade e a impureza, e que estão presente ainda hoje, no início do século XXI. A heresia é a corrupção do dogma, ou seja, dos ensinamentos da Igreja, que está presente até os nossos dias. A impiedade está presente ainda hoje, principalmente no culto a Deus, que está dessacralizado em muitos lugares. A impureza, ou imoralidade, é uma realidade ainda muito presente em nossa sociedade. Por causa dessas três realidades que assolam ainda hoje a Igreja e a sociedade, Madre Mariana, que tem seu corpo milagrosamente incorrupto até nossos dias, se propôs livremente a sofrer por nós.
Quase tudo que Nossa Senhora do Bom Sucesso previu já aconteceu, mas ela prometeu a sua proteção a quem propagar a sua devoção. A Mãe do Senhor previu também que a devoção a ela com o título de Nossa Senhora do Bom Sucesso só seria conhecida do grande público no século XX. A Virgem Maria, no final do século XVI, previu que haveria no século XX um espírito de impureza, que saturaria a atmosfera desse tempo. Como não enxergar aqui a televisão, o celular, a internet, os out-doors e todo tipo de realidades que nos levam à impureza. Nossa Senhora diz que “quase não haverá mais nenhuma alma virgem no mundo”. Aqui não falamos somente da virgindade física, mas também da virgindade da alma, pois um jovem pode ser virgem fisicamente, mas a sua alma talvez já não seja. Apesar dessa realidade, a Virgem Maria promete que sempre haverá pessoas boas, que se dedicam a ela, principalmente nas clausuras e na vida religiosa.
Nossa Senhora também previu a perversão da alma das crianças, principalmente nas escolas, onde elas perdem a inocência infantil e, por isso, não haverá mais vocações sacerdotais. A Santíssima Virgem também diz que o clero secular estará muito longe de seu ideal, porque os sacerdotes descuidarão de seus deveres sagrados, perdendo a bússola, a orientação, divina. Estes se afastarão do caminho de Deus para o ministério sacerdotal. Os Padres buscarão o bem estar e a riqueza. Apesar de tudo isso, se nós rezarmos, Nossa Senhora promete que esta noite escura passará e Deus enviará um prelado, um pastor, que renovará o espírito de seus sacerdotes.
Assim, como em tantas outras aparições, Nossa Senhora do Bom Sucesso nos pede a oração, a reparação e a penitência para reparar todos estes males. É interessante e impressionante a continuidade entre a aparição de Nossa Senhora do Bom Sucesso e as aparições de Nossa Senhora de Fátima. Nas duas aparições, a Virgem Maria pede que haja estas almas escondidas, um pequeno rebanho, que permanecerá fiel, que suportará grandes perseguições e martírios. Nossa Senhora do Bom Sucesso promete que lhes dará valor, coragem e a graça. A palavra “sucesso” aqui quer dizer um bom êxito numa batalha. Nossa Senhora não prometeu uma vitória mágica, mas disse que haverá um pequeno rebanho que lutará e então acontecerá o seu triunfo, o seu sucesso. A Virgem Maria prometeu que quando parecer que não há mais saída, quando humanamente estiverem todos desesperados, aí virá o seu triunfo. Como disse Nossa Senhora de Fátima, “no final o meu Imaculado Coração Triunfará”. Nossa Senhora do Bom Sucesso prometeu a vitória a quem recorrer a ela, por isso nos confiemos inteiramente a ela. Nossa Senhora do Bom Sucesso, rogai por nós!



n
natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria Grignion de Montfort, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.

História de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

História de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nasceu de um ícone (pintura de Nossa Senhora) milagroso, que foi roubado de uma Igreja na ilha de Creta, Grécia, no século XV. Trata-se de uma pintura sobre a madeira, em estilo bizantino.

Imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Na pintura, Maria é representada segurando o menino Jesus em seu colo. O menino Jesus observa dois anjos que lhe mostram os elementos de sua paixão; Os anjos seguram uma cruz, uma lança e uma vara com uma esponja. O menino se assusta, abraça a Mãe e uma sandália lhe cai dos pés. Arcanjo Gabriel e arcanjo Miguel flutuam acima dos ombros de Maria. O ícone seria uma “cópia do quadro de Maria Pintado por São Lucas”.

História de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título que os cristãos deram a Maria em homenagem e agradecimento à sua atenção constante e perpétua para com a humanidade. Perpétuo socorro quer dizer socorro eterno, socorro sempre. Sempre que precisar. Socorro de Mãe. A mãe nunca esquece o filho, nunca abandona os filhos. Assim é o Perpétuo Socorro de Maria.
Um homem que ganhava a vida como comerciante roubou a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no século XV. Sua intenção era vendê-la em Roma. Durante a travessia do mar Mediterrâneo, uma violenta tempestade quase fez o navio naufragar. Após chegar em Roma, ele adoeceu. Arrependido, contou a um amigo sua história e pediu para que ele devolvesse o ícone  a uma Igreja para ser venerado pelos fiéis.
A esposa desse amigo não quis devolvê-la, mas, após ficar viúva, Nossa Senhora apareceu a sua filha de seis anos e lhe disse para colocar o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em uma Igreja, ou na Igreja de São João Latrão ou na de Santa Maria Maior. No dia 27 de março de 1499 o ícone foi entronizado na Igreja de São Mateus, ficando lá por mais de 300 anos.

Esquecimento e reencontro

Quando Roma foi invadida pelos os franceses, no século XVIII, aconteceu algo muito triste: a Igreja de São Mateus foi destruída. Com isso, os Agostinianos que guardavam a Obra, levaram-na para um lugar oculto. Ali ela permaneceu esquecida, por 30 anos. Mas um monge agostiniano que tinha muita devoção a Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, antes de morrer, contou a história da imagem e da devoção a um coroinha, que tempos depois se tornou padre Redentorista. Passado um tempo os Redentoristas compraram uma área para fazer a sua Casa Mãe da congregação e o jovem padre ajudou a reencontrar o ícone.

Redescoberta do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

No começo de 1866, o Papa Pio IX entregou a guarda da imagem aos Redentoristas. Na ocasião, o papa fez a eles esta recomendação: “Fazei com que todo o mundo conheça esta devoção.” Fizeram então muitas cópias do ícone e a difundiram por todas as partes do mundo.

Devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Depois desta missão recebida do papa, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passou a ser oficialmente a Padroeira dos Redentoristas. Sua festa é comemoradaem 27 de junho. Após a restauração da imagem, ela foi devolvidaà Igreja de Santo Afonso. Lá passou a ser venerada pelo povo. O quadro, atualmente, em se tratando de ícone bizantioa, é o mais venerado em todo o mundo.

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Ó mãe do Perpétuo Socorro, nós vos suplicamos, com toda a força de nosso coração, amparar a cada um de nós em vosso colo materno, nos momentos de insegurança e sofrimento. Que o vosso olhar esteja sempre atento para não nos deixar cair em tentação. Que em vosso silêncio aprendamos a aquietar nosso coração e fazer a vontade do Pai. Intercedei junto ao Pai pela paz no mundo e em nossas famílias. Abençoai todos os vossos filhos e filhas enfermos. Iluminai nossos governantes e representantes, para que sejam sempre servidores do povo de Deus.
Concedei-nos ainda muitas e santas vocações religiosas, sacerdotais e missionárias, para a maior difusão do reino de filho Jesus Cristo. Enfim derramai nos corações de vossos filhos e filhas a Vossa Benção de amor e misericórdia.
Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da nossa morte. Amém. 

História nossa senhora do bom parto



História nossa senhora do bom parto

Devoção
Nossa Senhora do Bom PartoÉ importante que se relacione o título
 dessa devoção com o nascimento de
Jesus. Maria, uma mulher normal, deu
à luz um filho, que todos conhecemos
como o Filho de Deus, Jesus de Nazaré,
 o Salvador da humanidade (cf. Lc 2, 1-7).
Como se iniciou esta devoção? Pe.
 Arlindo Rubert, em seu livro “Os trinta
 títulos de Nossa Senhora”, assim relata:
Muitas mães aflitas, principalmente outrora
 quando não havia recursos médicos, ao
 chegarem à sua hora tinham momentos
 de angústia e recorriam confiantes àquela
 que em milagroso parto dera com felicidade
 à luz o Salvador do mundo. Sabe-se que,
 pelo menos a partir do século XVII, no Brasil,
 se honrava a Virgem Maria por ocasião da preparação da festa do Natal, que era
 precedida por novena e pregação em honra da expectativa do parto da Virgem Maria
. Dizia-se também Nossa Senhora do O: “Ó Sabedoria…; Ó raiz de Jessé…; Ó chave
de Davi…”, etc.
Aos poucos, a invocação litúrgica da Expectação do Parto de Nossa Senhora,
 mudou-se, na hora das mães mais humildes, em Nossa Senhora do Bom Parto,
 à qual sucediam-se promessas e cumprimentos de votos após partos bem
 sucedidos, formando-se confrarias e levantando-se igrejas e capelas para honrar
 a benevolência da Mãe da humanidade.
No Rio de Janeiro, havia a bela igreja de Nossa Senhora do Bom Parto, como
 havia também em diversas outras cidades e vilas, sendo muito visitadas. Nossa
 Senhora do Bom Parto também é representada de pé, com o belo Menino nos
 braços, rodeada de mães grávidas que lhe imploram proteção.
Na Região Episcopal Belém, Arquidiocese de São Paulo, temos a alegria de
honrar Maria com este título, através da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto,
no bairro Tatuapé.
Que ela continue, portanto, sendo a grande protetora das mães parturientes!
(Texto de Irmã Etel Maria Pereira da Costa, Doutora em Mariologia, da Congregação
 das Irmãs de Maria Menina)
Histórico
A Comunidade Nossa Senhora do Bom Parto foi erigida Paróquia em 1925.
Faz parte do Setor Tatuapé da Região Episcopal Belém, da Arquidiocese de
 São Paulo. Durante décadas, a antiga igreja dedicada a Nossa Senhora do
 Bom Parto esteve localizada no centro do largo que leva o mesmo nome. A
 partir de 1958 foi iniciada a construção da igreja atual num terreno de 1900 m²,
 localizado na esquina entre as ruas Serra do Japi e Azevedo Soares. A
 conclusão da obra deu-se em 1983.
O anteprojeto é de autoria do Padre Lamberto Van de Leemput, e o traçado
definitivo ficou a cargo do engenheiro Nathan Lerner. Trata-se de uma construção
 moderna e arrojada, naturalmente iluminada, de linhas simples e retas.
A parte superior da fachada tem formato triangular, que acompanha a figura
do teto de duas águas. Sua frente é composta de três entradas, divididas por
colunas retas, separando três vãos retangulares superiores. A cobertura e as
 portas frontais , de vidro, iluminam a escadaria de acesso e convidam o fiel
 a entrar. À noite, essas mesmas escadas recebem iluminação de solo, o
 que as tornam belas e seguras. Há duas entradas laterais: pela rua Serra do
Japi tem-se acesso à secretaria e ao velário; pela rua Dona Cândida pode-se
 optar pela escada
ou pela rampa de acesso.
No presbitério, elevado e amplo, destacam-se o belo altar e o sacrário.
Interior da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto
O crucifixo (5,40 m) com a imagem de Cristo (2,70 m) foi esculpido por Nelson
 D’Orazio, de um único tronco de madeira e respectivos galhos, durante quatro
meses, em 1980, quando o artista contava 21 anos de idade. Foi adquirido pela
Paróquia em 1982.
O interior do templo é composto por diversas pinturas retratando a relação de
 Maria e a Santíssima Trindade, a Anunciação, a Visita de Maria à Isabel, e
outros símbolos marianos, do espanhol natural de Tanabi, José Perez, já falecido.
A imagem de Nª Sª do Bom Parto – trazida de Portugal e doada à Paróquia por
 uma família de devotos – mostra a jovem Maria em pé, em trajes judeus,
 segurando e, ao mesmo tempo, oferecendo o recém-nascido à humanidade.
 Sua coroa foi especialmente confeccionada para a coroação oficial, ocorrida
 por ocasião do 80º aniversário da Paróquia, em 2005.
A festa da padroeira é celebrada no dia 8 de outubro.

NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO

NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO

A devoção a Nossa Senhora do Bom Despacho iniciou-se em Portugal no século XVII, quando se tem notícia das primeiras festas e romarias em Cervães (1644), em Maia (1670) e em Campanário (1672).
Por ser muito pitoresca a devoção à Virgem do Bom Despacho em terras lusitanas, copiamos alguns dados colhidos na internet, na página de Nossa Senhora do Bom Despacho:
A capela de Nossa Senhora do Bom Despacho, em Maia, no Porto, foi fundada em 1670.


Nossa Senhora do
Bom Despacho

Recentemente foi restaurada e é ali que se realizam as Festas da Cidade da Maia e da Paróquia no segundo Domingo de Julho de cada ano. A imagem de Nsª Srª do Bom Despacho é a imagem mais venerada nestas regiões. Esta capela foi construída por emigrantes brasileiros," é muito freqüentada ... pela gente marítima que reconheceu dever à sua poderosa intervenção o livrá-lo de inumeráveis perigos a que estão sujeitos". Na procissão é costume antigo a representação de todas as freguesias do conselho da Maia, com figuras alegóricas e estandartes. No passado ano (1997), nas festas da cidade da Maia, houve uma grande procissão solene na qual participaram 21 andores (19 de Nossa Senhora, um de São Miguel e outro do Menino Jesus de Praga). É sem dúvida a imagem mais venerada no conselho. As romarias a esta festa são freqüentes, principalmente pelos pescadores e gentes dos mares do Norte. Há dezenas de anos atrás, era costume agruparem-se várias pessoas no lugar da Amorosa, freguesia de Leça da Palmeira, e irem a pé, em cumprimento de promessas, às principais romarias da região, nomeadamente à Senhora do Bom Despacho, na Maia, entre outras. Ao som de cavaquinhos, violas, ferrinhos e bombo, lá iam, estrada fora, cantando e dançando, para amenizarem as distâncias.
Existe na localidade de Cervães (Vila Verde-Braga) um Santuário a Nossa Senhora do Bom Despacho, fundado em 1644, situado no Mosteiro do Bom Despacho, no Lugar do mesmo nome, freguesia de Cervães, conselho de Vila Verde (Braga) O altar fica situado entre duas grandes rochas que lhe dão o aspecto de gruta.
O Santuário foi fundado por iniciativa de João da Cruz, natural de Monção, em cumprimento de um voto que fizera à Virgem por Deus lhe haver restituído a saúde seriamente comprometida. Ali é especialmente atribuída a devoção de graças da saúde (que esteve na sua origem do Santuário), graças relativas à fertilidade, bem como à proteção da produtividade agrícola.
Realiza-se também na ilha de Santa Maria dos Açores uma festa de Nossa Sra. do Bom Despacho, a 25 de Julho, numa pitoresca povoação chamada Almagreira (cujo nome evoca a exploração do almagre, terra avermelhada rica em chumbo utilizada no vidrado do barro).
Na festa de Nossa Sra. do Bom Despacho, no Campanário, a procissão habitualmente sai da Capela até ao Tornadouro, Porta Nova, Volta do Pico, novamente ao Tornadouro e regressa à Capela. Não atinge a magnitude da procissão da Maia (com 21 andores !...). Mas a devoção do povo não se mede pelo tamanho das procissões. As confrarias, os andores, os cumpridores de promessas, a banda de música, e os meros acompanhantes, fazem da procissão um dos pontos altos e mais sentidos da festa de Nossa Sra. do Bom Despacho no Campanário. As principais promessas constituem em ofertas em dinheiro, cordões ou anéis de ouro, círios ou velas na procissão, ou simplesmente acompanhar a procissão. Em Maia (Porto), além das tradicionais velas, mortalhas, objetos em ouro, também eram oferecidos quadros de navios, em cumprimento de votos dos pescadores.
Segundo o historiador agostiniano Frei Agostinho de Santa Maria, este título foi dado à Nossa Senhora porque foi no "despacho" da Encarnação que se viu o prestígio de Maria perante Deus. Foi a Encarnação do Verbo Divino um dos grandes despachos que os pecadores alcançaram. Em sua narrativa de 1707, Frei Agostinho, citado pelo escritor mineiro Augusto de Lima Júnior, afirma: "Na intercessão da Senhora do Bom Despacho, de que agora tratamos, se tem visto o como os alcança felizes aos seus devotos. No bairro da Mouraria (Lisboa), para a parte do Oriente, fica um monte em que está situado o Castelo de Lisboa que vai quebrar ao postigo que chama de Santo André; nas raízes deste monte, para a parte do Noroeste, se vê situado o Convento do meu Patriarca Santo Agostinho, de que já falamos acima, no título da Senhora da Encarnação ou da Anunciada, porque todas as imagens de Nossa Senhora que se veneram naquela Casa são milagrosas. Nela é muito venerada uma antiga imagem da Rainha dos Anjos com o título de Bom Despacho, porque já no tempo em que os padres da Companhia ali entraram, era muito venerada e servida de uma grande e devota Irmandade e se lhe faziam grandes festas... Com esta Santa Imagem teve particular devoção o glorioso padre São Francisco Xavier; diante dela orava e com ela se recreava todo o tempo em que se deteve em Lisboa e enquanto não fez viagem para o Oriente".
Sob este título, Nossa Senhora é a padroeira dos pecadores rebeldes e dos gentios chamados à fé cristã. No Brasil, o culto localizou-se principalmente na Paragem do Picão, atual cidade de Bom Despacho, no estado de Minas Gerais, cuja matriz foi erguida em 1771. Em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, encontra-se também uma capela em honra da Virgem do Bom Despacho, que se tornou histórica devido à realização de um dos mais curiosos episódios da guerra entre paulistas e emboabas: a sagração do reinol Nunes Viana.

Fontes:

Augusto de Lima Júnior, "História de Nossa Senhora em Minas Gerais", Imprensa Oficial, 1956, pp. 175-179.



Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano


Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano
Nossa Senhora do Bom conselho de Genazzano

Festa 26 de abril


Uma das mais belas páginas da iconografia mariana é, sem dúvida alguma, a atraente história da Mãe do Bom Conselho, venerada na cidade de Genazzano - Itália.


Numa tarde de abril de 1467, essa imagem se deu a conhecer ao mundo, envolta em admirável mistério. Ela veio do alto, do interior de uma nuvem fulgurante, embalada por acordes celestiais.

De modo milagroso, o lindo afresco da Virgem, fino como uma casca de ovo e parecendo ter sido pintado a poucos dias, desprendeu-se de seu lugar de origem, em Scútari,  na Albânia.


Em seguida, flutuando pelos ares, atravessou grandes distâncias, até repousar junto a uma igreja em ruínas, na pitoresca cidade de Genazzano, perto de Roma.


Aqui damos uma especial importância à necessidade imprescindível da devoção à Mãe do Bom Conselho em nossas vidas, pois, estejamos certos de que, a todos os nossos pedidos, Maria - a Mãe do Bom Conselho - de alguma forma nos atenderá.


Com efeito, a todo o momento somos solicitados a tomar decisões de que dependem nosso futuro, nossas realizações temporais e, sobretudo, nossa santificação e salvação eterna.


Nesses instantes, quando não raras vezes nos assaltam dúvidas e inseguranças, é que a voz suave e materna de Maria Santíssima nos fala na alma, dando o bom conselho que nos ilumina e orienta no acertado caminho.


Sim, é a Mãe do Bom Conselho toda feita de ternura e solicitude que nos guia, em meio às incertezas terrenas, ao porto seguro do Céu. Lá haveremos todos de chegar, conduzidos pela sua incansável misericórdia, amparo e bondade infalíveis.


Oração a Nossa Senhora do Bom Conselho


Gloriosíssima Virgem, escolhida pelo Conselho Eterno para ser Mãe do Verbo Encarnado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, eu, o mais indigno dos vossos servos, a Vós recorro, para que Vos digneis de ser o meu guia e conselho neste vale de lágrimas. Alcançai-me, pelo preciosíssimo Sangue de vosso Divino Filho, o perdão de meus pecados, a salvação da minha alma e os meios necessários para operá-la. Alcançai para a Santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do Reino de Jesus Cristo por toda a Terra. Assim seja.


NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM

NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM

Os portugueses, grandes desbravadores dos oceanos, em sua devoção à Virgem não poderiam deixar de invocá-la em suas arriscadas viagens. Assim, deram-lhe o título de "Nossa Senhora da Boa Viagem", desde tempos imemoriais. Entretanto, a primeira igreja erigida em terras lusitanas sob esta invocação deu-se no ano de 1618, perto de Lisboa.No Brasil o culto a Nossa Senhora da Boa Viagem passou primeiramente pela Bahia, onde foi construída uma pequena igreja junto à praia. Em Pernambuco, por volta de 1707, o Pe. Leandro Carmelo construiu uma capela, também junto à praia. Providenciou a confecção de uma imagem da Mãe de Deus que foi colocada sobre o altar-mor do templo, em torno do qual surgiu o famoso bairro da Boa Viagem, ponto turístico da capital pernambucana.

Nossa Senhora da Boa Viagem
Ainda no século XVIII, foi construída, na baía de Guanabara, uma capela no alto da península junto a Niterói. Para custear as despesas do culto instituiu-se uma irmandade de pescadores e homens do mar. Todas as embarcações que aportavam ao Rio de Janeiro pagavam de boa vontade uma quantia para a manutenção do templo. Esta capela foi destruída por um incêndio em 1860 e reconstruída pela Sociedade Protetora dos Homens do Mar.

Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem
A devoção também aportou em locais afastados do litoral brasileiro. Por algo que só mesmo a Providência Divina pode explicar, a padroeira de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, é Nossa Senhora da Boa Viagem. O historiador Augusto de Lima Jr. conta que, como era costume, em meio a uma esquadra lusitana que chegou ao Rio de Janeiro em 1709 encontrava-se a nau Nossa Senhora da Boa Viagem. Seu comandante, não tendo condições de prosseguir viagem, pediu dispensa da Marinha Real e com alguns companheiros embrenhou-se nos sertões de Cataguás em busca de ouro. Entre os seus sequazes estava o piloto Francisco Homem del-Rei, que antes de arriscar-se no interior de Minas Gerais, retirou do navio abandonado o nicho com a imagem da Virgem da Boa Viagem e a levou como sua protetora.
Os aventureiros encontraram bastante ouro e se enriqueceram. Francisco del-Rei adquiriu terras no cerro de Congonhas, águas vertentes de um curral, isto é, fazenda de gado, que abastecia os mineradores da região. O antigo piloto aí construiu uma ermida em honra da Senhora da Boa Viagem, sua padroeira.
Essa capela foi destruída e em seu lugar, em 1905 ergueram a mais igreja antiga da cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Em estilo neogótico, abriga vitrais de grande beleza. O altar-mor é trabalhado em mármore carrara.
A propósito dessa Catedral, circula ainda uma lenda, que foi recolhida pelo estudioso do folclore Saul Martins. A lenda, se não desmente a história que se conta como verdadeira, serve para completá-la: "no começo do séc. XVII um português, acompanhado pôr três escravos de confiança, levava no lombo de dois burros, 15 arrobas ( aproximadamente 200 Kg ) de ouro em barras moedas e jóias. Ele foi perseguido por ladrões, quando passava pelo povoado de Curral d’El Rey. Para escapar do bando, ele resolveu enterrar a fortuna num tacho de cobre a 81 passos, em linha reta, contados da entrada principal da capela, em direção ao pico mais alto, à vista, da serra que deu o nome ao arraial. Vendo que não teria como escapar dos ladrões, o português mandou que um dos escravos levasse um mapa do tesouro para sua esposa em Caeté. Segundo a lenda, o português e os dois escravos foram mortos e o tesouro continua até hoje pôr lá. A antiga capela é hoje a Catedral de Boa Viagem!"
Nossa Senhora da Boa Viagem é também venerada na cidade de São Bernardo do Campo (SP), na pároquia com o mesmo nome, criada no dia 21 de outubro de 1812, quando desmembrou-se da freguesia da Sé. Em 1813, o governo adquiriu terras de um certo Sr. Manoel Rodrigues de Barros para criação do novo povoado e edificação do novo templo. Havia naquela época, na freguesia, 1.423 habitantes e 218 habitações, mas ainda não havia sido construída a igreja. Apesar das tentativas do Pe. José Basílio, somente em agosto de 1814 é enviado à freguesia o Tenente Coronel Engenheiro da Corte, Pedro Muller. Ele constatou que tanto a capela estava sem condições, como o local era impróprio para fundar um povoado. Escolheram um local mais aprazível, distante dali por uns 600 pés, cortado pela estrada geral, atual Avenida Marechal Deodoro. Possivelmente o ínicio da construção tenha ocorrido entre 1815 e 1818. Presume-se que sua conclusão só tenha ocorrido por volta de 1848. Segundo consta, desde de sua criação, ela já recebeu a denominação de Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem.
Em Portugal, mais precisamente na vila de Ericeira, todos os anos, nos dias 15 a 18 de agosto, desde 1947, a Senhora da Boa Viagem é homenageada com bailes, espetáculos, fanfarras, procissões, missa campal. É uma festa dos pescadores que todos os anos conta com uma comissão organizadora. Todos os anos o mar e a praia são abençoados.

Fontes:

Saul Martins, "O Folclore em Minas Gerais"
Nilza Botelho Megale, "Invocações da Virgem Maria no Brasil"
Augusto de Lima Júnior, "História de Nossa Senhora em Minas Gerais"

Oração a Nossa Senhora da Boa Viagem

Virgem Santíssima, Senhora da Boa Viagem, esperança infalível dos filhos da Santa Igreja, sois guia e eficaz auxílio dos que transpõem a vida por entre os perigos do corpo e da alma.
Refugiando-nos sob o vosso olhar materno, empreendemos nossas viagens certos do êxito que obtivestes quando vos encaminhastes para visitar vossa prima Santa Isabel.
Em ascensão crescente na prática de todas as virtudes transcorreu a vossa vida, até o ditoso momento de subirdes gloriosa para os céus; nós vos suplicamos pois, ó Mãe querida: velai por nós, indignos filhos vossos, alcançando-nos a graça de seguir os vossos passos, assistidos por Jesus e José, na peregrinação desta vida e na hora derradeira de nossa partida para a eternidade. Amém
(Esta oração foi escrita por Dom Antônio dos Santos Cabral, Primeiro arcebispo de Belo Horizonte (MG).
setstats 1

Nossa Senhora da Boa Nova


                  Nossa Senhora da Boa Nova

Nossa Senhora da Boa NovaA palavra Evangelho,
 embora derive diretamente
 do vocábulo latino 
“Evangelium”, tem sua
origem remota num nome 
grego que significa 
“Boa Nova”. Antigamente
 referia-se ao sacrifício oferecido por ocasião do recebimento
 de uma boa notícia ou do presente dado a quem a
 transmitia. Mais tarde passou a designar a própria boa
 nova, sendo esta a acepção dos autores do Novo
 Testamento, para quem o Evangelho é em essência a
 Boa Nova dado ao mundo com a notícia da salvação
 dos homens, trazida por Jesus e pregada pelos Apóstolos.
O título de Boa Nova dado a Mãe de Deus é bem apropriado,
porque Ela á a “Aurora de Cristo”, segundo a expressão de
 Teihard de Chardin, antes mesmo de Jesus se manifestar 
como Palavra, Maria já vivia a palavra oculta. Assim, a primeira
 pregação de Cristo foi a vida de Maria tal qual aparece 
nos relatos evangélicos.
Apesar da conotação moderna de Boa Nova relacionada 
à Virgem Santíssima como o centro do Evangelho, em 
alguns países, como a França e Portugal, esta invocação 
mariana derivou de outras boas novas dadas à população 
em lendárias aparições da Rainha do Céu.
O Santuário de Frouville, por exemplo, está ligado a 
interessante lenda. Contam que em 1560 um jovem pastor 
chamado Gulvin ou Gudin, que aos 18 anos acabara de
fazer a sua primeira comunhão, estava muito preocupado
 por não poder juntar-se aos companheiros para assistir à
 missa, pois deveria conduzir seu rebanho ao bosque
próximo. Ele se ajoelhou e rezou à Virgem Maria, que lhe
 apareceu e disse: “Dentro de três dias estarás comigo
 no céu”. O jovem contou sua extraordinária aventura à
 família, que três dias depois constatou a incontestável 
veracidade. O acontecimento repercutiu enormemente na 
região e grande número de enfermos se dirigiu ao local 
da aparição onde várias curas foram realizadas e diversas
 graças alcançadas. O povo viu então a necessidade de ali 
construir um santuário, que se tornou uma realidade, 
graças à generosidade do castelão local, o Sr. de
 Frouville. Até hoje inúmeros peregrinos para lá
 se dirigem durante o ano, principalmente na 2ª feira de
 Pentecostes, quando se celebra solenemente missa ao
 ar livre.
São veneradas ainda outras Senhoras das Boas Novas no 
país dos francos, como a de Chateau l´Eveque, que
 anunciou a ação heróica de Joana D’ Arc pela libertação
 da França; e a de Montaigut, que representa a Virgem
 adolescente de pé, sorrindo e com as mãos juntas com
 se estivesse anunciando ao mundo a chegada do Reino
 de Deus e a Salvação dos homens. Ela é muito venerada
 pelos soldados devido à sua eficaz proteção durante 
a guerra de 1870 e sua festa é celebrada no dia da Natividade.
Em Braga, Portugal, no ano de 1512, o arcebispo D. Diogo
 de Souza abriu a rua Nova do Souza e mandou edificar 
uma ermida dedicada à Virgem Maria. Ao saber da boa 
notícia, os moradores do bairro resolveram mostrar o
 seu reconhecimento, erigindo uma confraria para prover
 o culto da Senhora da Boa Nova.
Talvez algum membro daquela irmandade tenha vindo
 para o Brasil e trazido uma imagem desta Senhora para 
Salvador, pois existe na igreja da Ajuda uma antiga
 escultura barroca deste orago que dizem ter pertencido
 à velha “Sé de Palha” demolida no início do século XX 
para melhoramentos no bairro. Nossa Senhora da Boa 
Nova é também venerada em Boa Nova, diocese de
 Jequié (BA), e na paróquia de Vitória da Conquista,
 sede de Bispado e uma das cidades mais importantes
 do sul da Bahia.
                                              Nossa Senhora da Boa Nova, rogai por nós!

Nossa Senhora da Boa Morte


Nossa Senhora da Boa Morte

“Quem teme o Senhor sentir-se-á bem no instante derradeiro, no dia de sua morte será abençoado”. Eclo 1,13

A devoção à Nossa Senhora da Boa Morte chegou aos cristãos do Ocidente, através da tradição cristã do Oriente, sob o título de “Dormição da Assunta”.

Talvez, esse seja o culto mariano mais antigo, iniciado logo nos primeiros séculos do cristianismo.

A última metade do século V foi marcada pela propagação de uma literatura apócrifa, isto é, escrita na época dos fatos, mas não incluída na Bíblia, sobre a morte e assunção da Virgem; e a construção de uma Basílica para venerar o túmulo da Mãe de Deus, por ordem da imperatriz Eudóxia.

Nossa Senhora da Boa Morte é um dos títulos dados a Nossa Senhora.


A tradição católica evita dizer que Nossa Senhora morreu, substitui morte por “dormitio” (dormição), pois a morte muitas vezes é comparada ao sono na Bíblia:

“Muitos daqueles que dormem no pó da terra, despertarão, uns para a vida eterna, outros para a ignomínia,a infâmia eterna” Dn 12,2

História


O culto a Nossa Senhora da Boa Morte é uma tradição da Igreja Católica.

No ano de 1661, em Lombo do Atouquia, freguesia de Calheta, Portugal, já existia uma capela de Nossa Senhora da Boa Morte, fundada por Francisco Homem de Couto.

O culto chegou ao Brasil por meio dos portugueses.

A imagem de Nossa Senhora da Boa Morte pode ser venerada em Salvador, Bahia, na igreja da Glória e Saúde.

Existe também na cidade de Santos em São Paulo, uma Confraria de Nossa Senhora da Boa morte, localizada no Convento de Nossa Senhora do Carmo dos carmelitas.

Entretanto, não se deve confundir o título de “Nossa Senhora da Boa Morte”,um dos atributos da Virgem, Mãe do Senhor com o culto sincrético da Boa Morte cuja imagem é um esqueleto e que tem suas raízes nas crenças indígenas dos povos nativos do México.

Esse culto da Boa Morte no México em nenhum momento foi ou é autorizado e aprovado pela Igreja. Trata-se de Sincretismo Típico do México assim como a Umbanda o é no Brasil.

Em relação a Virgem, o título Senhora da Boa Morte está ligado ao final da oração denominada “Ave maria”: “Santa Maria, Mãe de Deus,rogai por nós, pecadores agora e na hora de nossa morte”.

A DORMIÇÃO DE MARIA


Senhora da Boa Morte chegou aos cristãos do Ocidente, através da tradição cristã do Oriente, sob o título de “Dormição da Assunta”.

Isso acabou provocando a mudança do conteúdo temático do culto de 15 de agosto, para a “Dormição da Assunta”, já no início do século VI.

A tradição revelava que, a Virgem Maria teria entrado em “Dormição”, isto é, entrado no sono da morte rodeada pelos apóstolos.

O seu corpo imaculado foi levado por eles a um sepulcro novo no Getsêmani.

Três dias depois, eles voltaram ao local e o encontraram vazio e com odor de flores.

A Mãe fôra “Assunta”, isto é, subira ao céu em corpo e alma.

A Assunção de Maria , do ponto de vista bíblico , é totalmente possível, já que outros personagens também foram arrebatados por Deus ao céu como Moisés, depois de morto (Jd 1,9), Henoc que “pela fé, foi levado, a fim de escapar à morte e não foi mais encontrado, porque Deus o levara (…)” (Hebreus, 11,5), Elias que subiu num carro de fogo, e foi arrebatado por Deus, em corpo e alma. (II Reis, II, 1-11).

Se esses homens mereceram tal graça, porque a Mãe do senhor (Lc1,43) não, já que deu-lhe a carne e o sangue que nos remiu?

No século VII, o imperador Maurício prescreveu que essa festa mariana fosse celebrada em todos os seus domínios, como uma das mais importantes.

E finalmente, o Papa Sérgio I a introduziu na liturgia de Roma.

Desse modo, o culto “Dormição da Assunta” ou “Dormição da Mãe de Deus” alcançou toda a Igreja, do Oriente e do Ocidente.

A Igreja do Oriente, se dedicou ao culto da devoção da Mãe de Deus, até por ser a mais primitiva.

Muitas igrejas cobertas de ícones sagrados foram erguidas em todos as regiões, nesse período bizantino.

Os lugares sagrados, marcados pelos acontecimentos da Revelação do Mistério de Deus, foram guardados dentro de magníficos templos cobertos de ícones.

Os ícones não foram feitos para adornar o templo, são pinturas que representam os símbolos sagrados da Igreja e descrevem o Evangelho.

Assim, uma grande profusão de ícones invadiu a Igreja do Ocidente, especialmente os da Mãe de Deus.

A Virgem Santíssima, além de ser invocada e representada em “Dormição”, foi chamada de “Assunta”, como seu filho foi elevada ao céu, pelo mérito de Cristo, obtendo a Redenção corpórea.

Venerar a Boa Morte de Nossa Senhora sempre foi uma grande festa, para os cristãos.

Ela é a primissa da glorificação do corpo e da alma, assegurada por Cristo no final dos tempos, pois “Cristo ressucitou dentre os mortos como primícias dos que morreram” ( I Cor 15,20) e cada um ressurgirá “cada qual porém em sua ordem” (I Cor 15,23).

Assim, não há porque não crer na Assunção de Maria, visto que nem ” todos morreremos, mas todos seremos transformados” ( I Cor 15,51).

Antigamente o culto iniciava na véspera, com a deposição da imagem da Virgem “dormente”, num esquife e ficava exposta à visita dos fiéis até a manhã da festa, quando era retirada e colocada a imagem triunfal de Nossa Senhora da Assunção. Em algumas localidades essa tradição se manteve, inclusive nas Américas que herdou o culto dos missionários espanhóis e portugueses.

O dogma da Assunção de Maria só foi proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, como conseqüência lógica de intensos estudos históricos e teológicos patrocinados pela Igreja ao longo desses séculos. Ele só fez coroar uma fé sempre professada universalmente por todo o Povo de Deus.


Fonte:http://farfalline.blogspot.com.br/2013/08/nossa-senhora-da-boa-morte.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+paleideas+%28Pale+Ideas%29

Oração à Santíssima Virgem para obter uma boa morte
Nossa Senhora da Boa Morte
Ó Maria, concebida sem mácula, orai por nós que a Vós recorremos.
Ò Refúgio dos pecadores, Mãe dos agonizantes, não nos desampareis na hora da nossa morte, mas alcançai-nos uma dor perfeita, uma contrição sincera, a remissão dos nossos pecados, uma digna recepção do Santíssimo Viático, a fortaleza, do Sacramento da Unção dos enfermos, para que possamos seguros apresentar-nos ante o trono do justo mas também misericordioso Juiz, Deus e Redentor nosso.
 Amém

'NOSSA SENHORA DA BOA HORA

'NOSSA SENHORA DA BOA HORA




A devoção à Nossa Senhora da Hora ou da Boa Hora é invocada para interceder nos instantes das maiores aflições: para a cura das doenças do corpo e da alma, e especialmente na hora do parto, protegendo a vida das mulheres grávidas e dos bebes.






O parto sempre foi um momento delicado para a mulher e a família, principalmente no tempo em que a medicina não oferecia as condições atuais para proteger a mãe e a criança.

Nossa Senhora da Hora é Padroeira da Freguesia homônima, do Conselho de Matosinhos, próxima da cidade do Porto, em Portugal.

Ela possui esse nome graças à fé que sua população sempre dedicou à Santa Padroeira.

E que, por isso, pacificamente não aceitou a mudança do nome do local.

Antes do século XVIII, essa Freguesia era apenas uma aldeia, com uma única 'venda' abastecida de gêneros alimentícios, tecidos, ferragens, remédios e outras miudezas.




Assim é que vivia o povo simples do local conhecido como povoado da Senhora da Hora.





A Capela de Nossa Senhora da Hora foi construída por desejo de Aleixo Francisco, em l514.

Ele escolheu um local do Monte do Viso, onde existia uma fonte natural com sete bicas, conhecida como: Mãe das Águas.




Logo a devoção se espalhou entre o povo que a elegeu para sua Padroeira.

 A grande fé dedicada à Senhora da Hora acabou recaindo até na água das sete bicas, que passou a ser usada num ritual singular criado por eles.





Devido a proximidade com a cidade do Porto, a Vila 'da Senhora da Hora' se desenvolveu e sua população cresceu.

Das terras mais distantes do país acorriam inumeráveis peregrinos àquela Capela, para colocarem aos pés da Virgem as ofertas prometidas em horas difíceis.

No inicio de 1932, foi criada a Freguesia da Senhora da Hora.

Desde 1968, a Capela se tornou Santuário da Padroeira.

 A sua festa anual é celebrada na quinta-feira da Ascensão, uma data móvel.





A região da Gafanha é belíssima, banhada por rio e por mar em toda a sua extensão.

O povo muito religioso começou a se referir ao local como Gafanha da Boa Hora, em homenagem à sua Padroeira.



A imagem era a mesma da Virgem da Hora, mas venerada pelos antepassados com o título de Senhora da Boa Hora, pois era preciso 'boa hora' para partir e chegar da pesca;

para as mulheres prestes a serem mães;

e porque todos desejam deixar este mundo com o abraço da Mãe, e dessa forma ingressar na glória eterna de Cristo Jesus.



O culto à Nossa Senhora da Hora ou da Boa Hora está tão arraigado no coração do povo português, que foi introduzido com esses títulos em todas as colônias do reino.





No Brasil, começou em Salvador, através de um missionário natural de Gafanha da Boa Hora, que adquiriu uma imagem semelhante à Padroeira de sua cidade natal e começou a difundir o culto à Nossa Senhora da Boa Hora.



Em Olinda, Pernambuco, se encontra a mais antiga igreja dessa devoção construída no solo brasileiro.

Entretanto, esse título mariano nomeia muitas localidades do país, das quais a Virgem da Hora e também a padroeira.






Oração a Nossa Senhora da boa hora

( PARA UM BOM PARTO PARTO)






Ó Maria Santíssima, vós, por um privilégio especial de Deus, fostes isenta da mancha do pecado original, e devido a este privilégio não vivenciastes as surpresas da maternidade, nem o tempo da gravidez e nem o parto.




Mas compreendeis perfeitamente as angústias e aflições de todas as mulheres que se tornam mães, especialmente nos momentos de incerteza do sucesso ou insucesso do parto.

Olhai para mim, vossa serva, que venho sofrendo angústias, agora que o parto se aproxima.

Dai-me a graça de ter um parto feliz.

Fazei com que meu bebê nasça com saúde, forte e perfeito. Eu vos prometo orientar meu filho sempre pelo caminho certo, o caminho que o vosso Filho, Jesus, traçou para todos os homens, o caminho do bem.

Virgem, Mãe do Menino Jesus, agora me sinto mais calma e mais tranqüila, porque conto com vossa maternal proteção.

Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por mim!