sábado, 12 de dezembro de 2015

HISTÓRIA E ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO

HISTÓRIA E ORAÇÃO A 

NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO

NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO




A visita do Arcanjo
 Gabriel à Virgem 
Maria, quando esta se 
encontrava em Nazaré, 
cidade da Galileia, marca
 o início de toda uma 
trajetória que cumpriria
 as profecias do 
Velho Testamento e daria
 ao mundo um novo caminho,
 trazendo à luz a Boa Nova. Ali
nasceu também a oração que a partir daquele instante estaria para
 sempre na boca 
e no coração de todos os cristãos: a Ave Maria.

Maria era uma jovem simples, noiva de José, um carpinteiro
 descendente direto da
linhagem da casa de Davi. A cerimônia do matrimônio, daquele
 tempo, entretanto, 
estabelecia que os noivos só tivessem o contato carnal da
 consumação depois de um 
ano das núpcias. Maria, portanto, era virgem.

Maria perturbou-se ao receber do anjo o aviso que fora 
escolhida para dar a luz ao 
Filho de Deus, a quem deveria dar o nome de Jesus, e que
 Ele era enviado para 
salvar a Humanidade e cujo Reino seria eterno. Sim, porque
 Deus, que na origem do
mundo criou todas as coisas com sua Palavra, desta vez
 escolheu depender da palavra 
de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar
 a Encarnação do
Redentor da Humanidade.

Ela aceitou sua parte na missão que lhe fora solicitada,
demonstrando toda confiança em 
Deus e em Seus desígnios, para o cumprimento dessa
 profecia e mostrou por que foi 
ela a escolhida para ser Instrumento Divino nos acontecimentos 
que iriam mudar o 
destino da Humanidade.

Ao perguntar como poderia ficar grávida, se não conhecia
 homem algum e recebeu de 
Gabriel a explicação de que seria fecundada pelo Espírito 
Santo, por graças do Criador, sua resposta foi tão simples 
como sua vida e sua fé: "Sou a serva do Senhor. Faça-se 
segundo a Sua vontade".

Com esta resposta, pelo seu consentimento, Maria aceitou
 a dignidade e a 
honra da maternidade divina, mas, ao mesmo tempo, 
também os sofrimentos, os 
sacrifícios que a ela estavam ligados. Declarou-se pronta a 
cumprir a vontade de Deus 
em tudo como sua serva. Era como um voto de vítima e de
 abandono. Esta disposição é
a mais perfeita, é a fonte dos maiores méritos e das melhores
 graças. O 
momento da Anunciação, onde se dá a criação, na pessoa de
 Maria como a Mãe de Deus, que acolhe a divindade em 
si mesma, contém em si toda a eternidade e nesta toda a
plenitude dos tempos.

Por isso a data de 25 de Março marca e festeja este evento
 que se trata de um dos 
mistérios mais sublimes e importantes da História do homem 
na Terra: a chegada do 
Messias, profetizada séculos antes no Antigo Testamento. 
Episódio que está narrado 
em várias passagens importantes do Novo Testamento.

A festa da Anunciação do Anjo à Virgem Maria, Lc 1,26-38, 
é comemorada desde o 
Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente,
 nove meses antes do Natal,
só é transferida quando coincide com a Semana Santa.

Fonte: Site Quiosque Azul.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA
 ANUNCIAÇÃO

Todas as gerações vos proclamem
 bem-aventurada, ó Maria!
Crestes na mensagem divina e
 em vós se cumpriram grandes 
coisas, como vos fora 
anunciado.
Maria, eu vos louvo!
Crestes na encarnação o Filho 
de Deus no vosso seio virginal 
e vos tornastes Mãe de Deus.
Raiou, então, o dia mais feliz 
da história da humanidade e
 Jesus veio habitar entre nós.
A fé é dom de Deus e fonte 
de todo bem, por isso, ó Mãe, 
alcançai-nos a graça de uma fé
 viva, 
forte e atuante que nos santifica cada dia mais.
Que possamos comunicar com a vossa vida a mensagem de
 Jesus que é o Caminho, 
a Verdade e a Vida da humanidade.
Que Assim Seja.

A história de Nossa Senhora dos Anjos

02. agosto 2014 · 4 comments · Categories: Igreja
Conheça a belíssima história de São Francisco com a igreja de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula.
A história de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula
Igreja de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula
A história da igreja de Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula é um capítulo importante da vida de Giovanni di Pietro di Bernardone, que ficaria mundialmente conhecido como São Francisco de Assis. Este Santo homem, pequeno em estatura, humilde no pensamento e menor por vocação, “escolheu para si e para os seus um pedacinho do mundo, enquanto aqui tinha de viver, pois não poderia servir a Cristo sem ter alguma coisa do mundo. E não foi sem presciência do oráculo divino que o lugar se chamou Porciúncula (pequena porção) desde os tempos antigos, lugar que deveria caber por sorte àqueles que deste mundo não queriam ter quase nada”1. Nele foi construída uma igreja dedicada a Santíssima Virgem Maria, que por sua humildade singular mereceu ser cabeça de todos os santos logo depois de seu Filho. Em Santa Maria dos Anjos teve início a Ordem dos Frades Menores, aí se levantou a nobre estrutura de inumerável multidão de irmãos, como que sobre um fundamento estável. “O santo teve uma preferência especial por esse lugar, quis que os frades o venerassem de maneira toda particular e quis que fosse conservado como espelho de toda a sua Ordem na humildade e na altíssima pobreza, deixando sua propriedade para outros e reservando para si e para os seus apenas o uso”2.
São Francisco recebeu de Cristo a ordem de restaurar a sua Igreja e literalmente restaurou três igrejas. O Pai Seráfico primeiramente restaurou a igreja de São Damião. Como filho autêntico da obediência, pôs-se a trabalhar e a mendigar o material necessário para a reforma. “Por amor de Cristo pobre e crucificado, ele vai pedindo esmola sem qualquer vergonha junto àqueles mesmos que o haviam conhecido como grande senhor”3. Apesar de fraco e extenuado pelos severos jejuns que aplicava a si mesmo, carregava nas costas pesados fardos de pedras. Com a ajuda de Deus e a cooperação do povo, Francisco conseguiu enfim terminar a restauração da igreja de São Damião. Para não ficar de braços cruzados, começou e terminou a reconstrução de outra igreja, dedicada a São Pedro, situada bem distante da cidade de Assis. Mas, o Reconstrutor da Igreja ainda não havia terminado a sua obra-prima.
Depois de reconstruir a igreja de São Pedro, Francisco chegou a um lugar chamado Porciúncula, onde existia uma velha igreja dedicada a Virgem Mãe de Deus, que estava abandonada, sem ninguém que dela cuidasse. “Francisco era grande devoto de Maria Senhora do Mundo, e quando viu a igreja naquele desamparo, começou a morar aí permanentemente a fim de poder restaurá-la”4. O Santo foi agraciado com a visita frequente dos santos anjos, o que aliás não estranhava, uma vez que a igreja se chamava Santa Maria dos Anjos. Ele se fixou neste local por causa de seu respeito pelos anjos e de seu amor a Mãe de Jesus. “Sempre amou esse lugar acima de qualquer outro no mundo, pois foi aí que ele principiou humildemente, progrediu na virtude e atingiu a culminância da felicidade. Foi esse lugar que ele confiou aos Irmãos ao morrer como particularmente caro a Santíssima Virgem”5.
A respeito da pequena igreja de Nossa Senhora dos Anjos, um dos frades menores teve uma visão antes de sua conversão. “Viu ele em volta dessa igreja uma multidão incalculável de pobres cegos, de joelhos, braços erguidos e semblantes voltados para o céu; com gritos e lágrimas, imploravam todos misericórdia e a luz dos olhos. E eis que uma luz brilhante desceu do céu e os envolveu a todos restituindo-lhes a visão e a saúde que almejavam”6. Neste lugar santo, Francisco fundou a Ordem dos Frades Menores, por inspiração de Deus. A divina Providência fez o Pobre de Assis restaurar três igrejas antes de fundar a Ordem e começar a pregar o Evangelho. Francesco progrediu das coisas materiais em direção às realizações mais espirituais, das coisas menores às maiores, na devida ordem. Tudo isso foi sinal profético da obra que Francisco realizaria mais tarde, pela Providência de Deus. Pois, “a Igreja que devia restaurar não era a de pedra, mas a própria Igreja de Cristo, enfraquecida na época pelas divisões, heresias e pelo apego de seus líderes às riquezas e ao poder”7.

Na Porciúncula, se observava a disciplina mais rígida, tanto no silêncio e no trabalho, quanto em todas as outras práticas regulares dos frades. “Ninguém podia entrar, a não ser frades especialmente designados que, reunidos de todas as partes, o santo queria que fossem verdadeiramente devotados a Deus e perfeitos em tudo. Para todas as pessoas seculares, a entrada estava absolutamente fechada. Não queria que os frades que lá moravam, limitados a um certo número, poluíssem seus ouvidos com relacionamento dos seculares, para não deixarem a meditação das coisas celestes, arrastados para coisas inferiores pelos espalhadores de boatos. Nesse lugar ninguém podia dizer coisas ociosas, nem narrar as que tinham sido contadas por outros. Quando isso acontecia, aplicava-se ao culpado, para correção, uma pena salutar. Os que ali moravam ocupavam-se, dia e noite, com os louvores divinos, levando uma vida angelical, cujo perfume admirável se espalhava por toda parte”8. O local era muito apropriado para semelhante vivência de fé e de santidade, pois, conforme diziam os antigos moradores, também se chamava Santa Maria dos Anjos. São Francisco dizia que lhe tinha sido revelado por Deus que Nossa Senhora tinha uma particular predileção por aquele lugar entre todas as outras igrejas construídas no mundo em sua honra. Por isso, o Santo gostava mais dela que de outras igrejas.
O Pobre de Assis, no final de sua vida terrena, dois anos depois de receber os estigmas sagrados, vinte anos após sua conversão, “trabalhado sob os golpes redobrados das angústias e enfermidades, como pedra destinada a entrar na construção da Jerusalém celeste, batido pelo martelo de múltiplas tribulações, devia ser elevado ao cume da perfeição”9. Percebendo que se aproximava o fim de sua vida aqui na Terra, Francisco pediu que o conduzissem a Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, a fim de exalar o seu último suspiro, naquele lugar onde anos antes recebera tão abundantemente os dons do Espirito. São Francisco de Assis tinha um amor indizível pela Mãe de Cristo, porque fez nosso Irmão o Senhor da majestade. O Pobre de Assis consagrava a Virgem dos Anjos louvores especiais, orações, afetos, tantos e tais que nenhuma língua humana poderia contar. Para grande alegria dos franciscanos, o Servo dos Leprosos constituiu Nossa Senhora como Advogada da sua Ordem e, à sua proteção e guia, confiou até o fim os filhos que ia deixar à Advogada dos pobres. São Francisco de Assis, rogai por nós!
Oração a Nossa Senhora dos Anjos

Ó Nossa Senhora dos Anjos, na pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco recebeu as vossas bênçãos generosas juntamente com sua Ordem. Ele depositara na vossa presença materna uma grande confiança e devoção, sendo atendido em seus pedidos. Continuai a dispensar os vossos favores sobre nós e sobre nossas necessidades particulares. Nós vos suplicamos, dai-nos a graça da penitência dos pecados, a correção de nossas más inclinações e fortalecimento nos momentos de fraqueza. Quantos recusam a salvação e preferem caminhar nas trevas do erro! Tudo é possível para aquele que crer, para aquele que se arrepender! Vós, ó Mãe, manifestastes a São Francisco o grande desejo de reconciliar os pecadores com Jesus, que se entregou em uma cruz para nos salvar. Rogai por nós, agora e na hora de nossa morte. Por isso, com todos os anjos do céu, vos saudamos: Ave Maria… Nossa Senhora dos Anjos, rogai por nós!
Referências:
1 CELANO, TOMÁS DE. Primeira vida de São Francisco, Cel I, 18.
2 Idem, ibidem.
3 SÃO BOAVENTURA. Legenda Maior: Vida de São Francisco de Assis, LegM 2, 7.
4 Idem, LegM 2, 8.
5 Idem, ibidem.
6 Idem, ibidem.
7 FRANCISCANOS. O louco de Assis.
8 CELANO, TOMÁS DE. Primeira vida de São Francisco, Cel I,19.
9 SÃO BOAVENTURA. Legenda Maior: Vida de São Francisco de Assis, LegM 14, 3.

Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia. Na consagração a Virgem Maria, segundo o Tratado de São Luís Maria Grignion de Montfort, descobriu um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro para chegar a Jesus Cristo. Desde então, ensina e escreve sobre esta devoção, o caminho “a Jesus por Maria”, que é hoje o seu maior apostolado.

NOSSA SENHORA DAS ANGÚSTIAS

NOSSA SENHORA DAS ANGÚSTIAS

Nos primeiros tempos após a reconquista de Granada pelos reis católicos, vários devotos cristãos, membros de uma irmandade, mandaram construir nas imediações da cidade uma ermida que, não se sabe por que motivo, puseram sob a proteção das angústias de Nossa Senhora; mas é de crer que a idéia partisse de algum confrade devoto das dores da Santíssima Virgem.
O caso é que com este nome foi conhecida desde logo a ermida, e que os que haviam mandado edificá-la resolveram colocar nela uma imagem de Nossa Senhora que justificasse, com sua figura e aspecto, o seu nome.

Nossa Senhora das Angústias
Com esse intento começaram a tomar as necessárias providências para encontrar um artífice que fizesse a imagem conforme a idealizavam os confrades, e eis que certa tarde entram na ermida dois belos rapazes conduzindo uma senhora coberta com um manto preto. Chegados os três ao pé do altar, aí permaneceram em oração durante muito tempo. Ao escurecer retiraram-se os dois moços, ficando a senhora a orar; segundo lhes parecia. Os confrades, apesar de estar quase na hora de fechar a ermida, não quiseram perturbar a devoção da enlutada senhora e decidiram esperar que acabasse suas orações.
Mas o tempo passava, já era noite cerrada e a necessidade de fechar a ermida impôs-se aos confrades, acima de toda a consideração... Um deles, portanto, aproximou-se discretamente da senhora, anunciando-lhe que iam fechar a ermida, mas não obteve resposta, continuando a senhora na mesma imobilidade.
O confrade foi então dar conta aos companheiros da singularidade do caso e, passado mais algum tempo, decidiram ir todos manifestar à misteriosa senhora a necessidade de sair da capela.
Assim o fizeram. Porém, não tendo sido atendidas as suas corteses observações, um dos confrades se adiantou para chamar-lhe a atenção e, ao olhar para seu rosto, ficou estupefato, e sem poder proferir uma palavra: a misteriosa senhora tinha no rosto a mesma imobilidade que se notava em seu corpo! Em uma palavra: o que os confrades tinham tomado por um ser humano era uma perfeitíssima escultura!
Seu assombro não teve limites diante de tão extraordinária descoberta! Tinham em sua presença a mais exata representação das angústias da Santíssima Virgem ao ver e sentir os martírios da paixão e morte de seu Divino Filho.
Era a imagem que tinham em sua mente concebido para ser colocada no altar de sua ermida. O prodígio os deixou extáticos! Prodígio, sim, porque se via claramente, em tudo aquilo, a intervenção milagrosa da providência de Deus.
Uns vulgares escultores estavam em trato com a irmandade, que esperava sua resposta estipulando as condições de seu trabalho e, uma vez realizado o contrato, apressar-se-iam a executar a encomenda. Em vez disso, porém, dois moços desconhecidos trazem a imagem, colocam-na de modo que possa confundir-se com uma piedosa senhora em oração, enquanto desaparecem despercebidamente, evitando chamar a atenção dos devotos que estão na ermida.
Não é isso mais que suficiente para os confrades entenderem que a santa imagem que tinham diante dos olhos era um presente do céu? Prostrados ante a sagrada imagem, permaneceram longo tempo a orar. Uma vez satisfeito esse primeiro impulso de sua devoção, partiram para a cidade, para dar notícia da prodigiosa aparição. Desde aquela hora não cessaram os fiéis de acorrer então para ver e admirar a formosa imagem da Virgem angustiada, com o corpo perfeitíssimo de seu Filho no regaço. Foi tal a concorrência que não foi possível entrarem todos de uma vez naquele reduzido espaço, tendo sido preciso dividir os fiéis em turnos para que pudessem todos contemplar as sagradas imagens.
Estabeleceu-se rapidamente em Granada e em novos povos dos arredores o culto de Nossa Senhora das Angústias na ermida construída para esse fim, e logo os milagres que nela se operaram deram testemunho da procedência divina da sagrada imagem. Por esse motivo tornou-se logo insuficiente a modesta capela; a primitiva irmandade, composta então de um número reduzido de humildes devotos, aumentou logo em número e qualidade de confrades, a ponto de tornar-se urna das mais importantes de Granada.
Com os novos elementos era fácil dotar a santa imagem com um templo suntuoso, e era este o objetivo da irmandade. No entanto, uma piedosa concorrência se estabeleceu entre os confrades e várias ordens religiosas, que desejavam tomar a seu cargo o culto da milagrosa imagem. Interveio então o arcebispo de Granada, o qual, inspirado por luzes do céu, determinou erigir a capela em igreja paroquial, comprando para isso o terreno necessário. Seu desejo foi realizado em 16O9, ano em que começou a funcionar a nova paróquia.
O número dos paroquianos foi em princípio reduzido; mas o desejo de se porem tanto quanto possível sob a proteção da santa imagem fez com que em pouco tempo se povoassem os arredores. Em breve a paróquia de Nossa Senhora das Angústias ficou sendo uma das mais numerosas de Granada, e sua demarcação uma das mais formosas pela largura de suas ruas e beleza de seus edifícios.
Construída a igreja paroquial, foi a santa imagem conduzida, em solene procissão, de sua capela para a nova igreja e colocada no altar-mor. Desde então o Santuário de Nossa Senhora das Angústias é o predileto dos piedosos granadinos, a tal ponto que teve de ser estabelecido o costume de fechá-lo, à noite, muito mais tarde que os demais, para dar-se maior desafogo a devoção dos fiéis.
A Igreja, associando-se às manifestações do fiéis em honra de Nossa Senhora das Angústias, enriqueceu com muitas indulgências a visita à sua igreja, e ultimamente outorgou à santa imagem as honras da coroação, a qual foi realizada em 20 de setembro de 1913.
Nossa Senhora das Angústias continua a ser objeto de veneração dos fiéis, atendendo a suas súplicas e velando pelo bem espiritual e material dos granadinos, que sentem por sua excelsa patrona a mesma ardente devoção que os demais habitantes da Espanha têm à Santíssima Virgem sob outros títulos.

Bibliografia:

Edésia Aducci, "Maria e seus títulos gloriosos", Ed. Loyola, 1998, pp. 208-211.

Nossa Senhora das Angústias, Rogai por nós!

História de Nossa Senhora do Amparo

História de Nossa Senhora do Amparo

Nossa Senhora do Amparo

Nossa Senhora do Amparo, o titulo é muito antigo, remonta a Jesus pregado na cruz, quando entrega sua mãe, Maria, ao apóstolo João. Este, representa a todos nós cristãos. Na ocasião, Jesus disse a João: Eis ai tua mãe confiando Santa Maria como Mãe da humanidade, para que Ampare a todos. Durante muito tempo esta dádiva de Jesus à humanidade foi denominada do amparo, sendo representada aos pés da Cruz de Jesus, que era invocado como bom Jesus do Amparo.

Imagem de Nossa Senhora do Amparo

A pedido de Nicodemos, São Lucas esculpiu e pintou Maria aos pés da Cruz de Jesus, recebendo o mandato para ser a Mãe de todos. São Tiago levou a pintura para todos os lugares em que foi evangelizar. Daí começa a grande devoção popular a Maria, Nossa Senhora do Amparo. A partir desse ponto, muitos santuários, capelas e igrejas foram construídos em honra da Mãe de Jesus e sua devoção se estende muito forte até os dias de hoje.

História de Nossa Senhora do Amparo

Conta-se que Constantino l, o grande, nascido no ano de 274, na véspera de uma batalha da luta pela sucessão, teve um sonho em  que viu um escudo com uma cruz e ouviu uma voz que dizia, com este sinal, vencerás. Mandou, então, pintar todos os escudos com a cruz e realmente venceu a batalha, tornando-se Imperador no ano de 306. No ano de 313, ele tornou o Cristianismo a religião oficial do império romano.
Os cristãos então, com liberdade, passaram a meditar mais sobre Cristo e sua Mãe Maria. Referindo-se aos cuidados maternos de Maria, todos queriam se colocar sob o seu Manto Protetor, sob o Amparo de Nossa Senhora. Assim, propagou-se ainda mais o título de Nossa Senhora do Amparo.

Devoção a Nossa Senhora do Amparo

Logo após a descoberta do Brasil, o culto a Nossa Senhora do Amparo, chegou aqui. Sob sua proteção fundou-se o Forte, que deu origem à cidade de Fortaleza, capital do Ceará, onde existe uma igreja dedicada a Ela. Também em Olinda, Pernambuco, foi construída, uma das primeiras igrejas dedicadas à Senhora do Amparo.
No Brasil existem três municípios fundados e dedicados a Nossa Senhora do Amparo. Em São Paulo, a cidade de Amparo, em Minas Gerais a cidade de Amparo da Serra e em Sergipe a cidade de Amparo de São Francisco.

Oração a Nossa Senhora do Amparo

Ó dulcíssima Soberana do Amparo, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos invocar neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco. Do alto do trono em que reinais sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos. Vede a quantas tempestades e perigos estamos sem cessar expostos, até o fim da nossa vida. Pelos merecimentos da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, pedimos que, possamos um dia, ir beijar vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para vos louvar e cantar as vossas glórias eternamente no Céu.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

Nossa Senhora do Divino Amor

Nossa Senhora do Divino Amor

A Salvadora de Roma
Bombardeios aéreos, potentes cargas
 de explosivos nas pontes do Rio 
Tibre, dois mil tanques prontos para
 o assalto, iminência de arrasadores
 combates nas ruas, tudo pressagiava
 a total destruição da Cidade dos
 Mártires e dos Santos...

Detentora de uma fabulosa história
 que abarca quase três milênios, Roma
 já conheceu tudo quanto uma cidade poderia presenciar. Desde 
pequena aldeia às margens do Tibre até imponente capital de um 
vastíssimo império, viveu dias de fausto e poder 
incalculáveis, e períodos de triste decadência seguidos de
 radioso renascimento. Sobranceira, ela sofreu assédios,
 incêndios, invasões, pestes, e a tudo isso sobreviveu, 
recebendo com propriedade o título de “Cidade Eterna”. 
Contudo, no início de 1944, para muitos aquela longeva
 história parecia inexoravelmente ter chegado ao fim.
Sob o domínio estrangeiro
Como outras vezes acontecera no passado, a cidade
 estava vivendo sob o domínio estrangeiro, ocupada por 
forças alemãs desde setembro de 1943. O solo romano já
 havia experimentado o tremendo impacto dos bombardeios 
aéreos, como o que arrasou o bairro de São Lourenço em
 19 de julho de 1943, fazendo centenas de vítimas. 
Embora, em fins de janeiro de 1944, tivessem desembarcado
 em Anzio as Forças Aliadas, estas avançavam com enervante lentidão.
Perspectivas de iminente destruição
Em maio desse ano, na previsão de futuras operações militares
 de grande envergadura na Europa, a conquista de Roma 
tornou-se um objetivo de máxima importância para os 
Aliados. Na noite de 11 para 12, começou a grande batalha.
 A 120 quilômetros da cidade, na região de Montecassino,
 650 canhões do 13º Corpo do Exército Inglês iniciaram
 um bombardeio contra um importante contingente alemão 
ali aquartelado, em consequência do qual a multissecular 
abadia ficou reduzida a escombros. Logo depois começou
 a mover-se o 5º Exército norte-americano. A notícia 
desse primeiro lance causou não pequeno aumento do 
temor em Roma: seria este um prelúdio do que aconteceria 
com a Cidade Eterna?
Os acontecimentos pareciam indicar que sim. Em 4 de junho, 
tudo pressagiava o início de um duro combate. Dispostos a 
uma forte resistência, os alemães tinham instalado potentes 
cargas de explosivos em todas as pontes do Rio Tibre, para 
destruí-las caso tivessem de bater em retirada. De outro 
lado, o general britânico Harold George Alexander decidiu 
lançar seus dois mil carros de combate no assalto à cidade.
Tudo pressagiava uma luta casa a casa, palmo a palmo,
 altamente arrasadora, como acontecera já em outras
 localidades europeias. Essa terrível perspectiva angustiava 
todos os romanos.
O voto da cidade de Roma
Em circunstâncias como essa, os homens se lembram mais
 facilmente de recorrer ao auxílio divino. Foi nesse quadro
 de tragédia que o Papa Pio XII convidou o povo a fazer 
um voto, pedindo que a cidade fosse salva da destruição.
Encontrava-se então em peregrinação por várias igrejas 
de Roma a milagrosa imagem de Nossa Senhora do
 Divino Amor, muito venerada pelos romanos desde o 
século XII. Nesse ameaçador dia 4 de junho, na Igreja 
de Santo Inácio, foi feito solenemente um voto pelo 
qual o povo de Roma Lhe prometia: “corrigir e melhorar
 sua conduta moral, para tornar sua vida mais conforme
 à de Nosso Senhor Jesus Cristo”; construir um novo
 santuário e iniciar uma obra de caridade em sua honra.
Quase ao mesmo tempo, uma misteriosa mensagem 
de Hitler cancelou a ordem de resistência, e o exército 
alemão retirou-se da cidade, na qual entraram pouco depois
 as Forças Aliadas, aclamadas por uma multidão exultante 
de incontida alegria. Esse desfecho foi tão surpreendente 
que o próprio Primeiro-ministro britânico, Winston
 Churchill, afirmou: “A conquista de Roma se deu de 
modo completamente imprevisto”.
Do alto dos Céus, a solícita Mãe de Deus havia atendido
 às preces de seus aflitos filhos, e a cidade foi liberada 
sem o derramamento de uma gota de sangue sequer!
“Salvadora de Roma”
Uma semana depois, o Papa Pio XII reuniu-se com os
 fiéis para uma prece de gratidão, e nessa oportunidade 
atribuiu a Nossa Senhora do Divino Amor o título de 
“Salvadora de Roma”.
“Nós olhamos para Ti, Mãe do Divino Amor, esperando
 por Ti, por tua materna intercessão, a nossa salvação. 
(...) Guarda a tua Roma!”
Décadas mais tarde, em lº de maio de 1979, o Papa 
João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora 
do Divino Amor e o definiu como “o Santuário 
Mariano de Roma”.
Hoje, é famosa a peregrinação nocturna a pé, que 
atrai ao santuário devotos de todas as partes do mundo.
 Aos sábados, desde a Páscoa até o fim de outubro, 
os fiéis partem da Praça da Porta Capena à meia-noite, 
passam por pontos históricos como a Via Ápia 
Antiga, a Igreja do Quo Vadis, as Catacumbas de São 
Calixto e o Mausoléu das Fossas Ardeatinas, e chegam 
ao santuário na manhã de domingo. Ali, saudados pelos 
primeiros raios do sol que nasce, os romeiros 
apresentam à Virgem suas mais íntimas súplicas e pedem, 
naturalmente, que a proteção divina continue a cobrir a
 Cidade Eterna.
“Também hoje é necessária
 a conversão a Deus”
Bento XVI quis, como seus
 antecessores, venerar essa
 tão solícita e bondosa Mãe.
 Visitando seu santuário rezou
 o Rosário com os fiéis ali 
presentes, aos quais dirigiu
 alentadoras palavras. “Daqui,
 deste Santuário do Divino Amor
 — disse ele — , esperamos
 uma grande ajuda e apoio
 espiritual para a Diocese de
 Roma (...) Esperamos
 especialmente a força interior para cumprir o voto 
que fizeram os romanos naquele 4 de junho de 1944”.
 Acrescentou que “também hoje é necessária a conversão
 a Deus”, para o mundo se ver livre das guerras e do 
terrorismo. E concluiu: “Queridos irmãos e irmãs, neste
 santuário renovo o convite que fiz na encíclica Deus 
caritas est: Vivamos o amor e assim façamos entrar a luz
 de Deus no mundo”.
http://mariasegundojoaoscladias.blogspot.com.br/

Nossa Senhora D'Ajuda


 Nossa Senhora D'Ajuda


15/08 Nossa Senhora da Ajuda
A intensidade da devoção mariana dos cristãos, ao longo dos séculos, perpetuou essa vontade expressa pelo Redentor na agonia da Cruz. Muitos templos foram erguidos em agradecimento à Divina Mãe que sempre intercede pela ajuda à seus filhos, junto ao Senhor. Assim, Nossa Senhora passou a ser venerada sob os títulos: "ajuda dos cristãos", "consolo dos aflitos", "saúde dos enfermos" e tantos outros, que nomearam pessoas e localidades, no mundo inteiro. 

As casas reais, desde a metade da Idade Média, colocavam sob a proteção de Nossa Senhora da Ajuda, os seus navios de guerra ou mercantes, sempre expostos aos perigos do alto mar. Festejos e celebrações, em honra dessa devoção, eram realizados nas partidas e nas chegadas. Com isso, surgiram inúmeras ermidas e capelas dedicadas à Senhora da Ajuda em toda a costa européia. A imagem venerada mostra a Virgem segurando o Menino Deus com o braço direito e tem o esquerdo estendido, com um cedro na mão.

O culto à Virgem da Ajuda chegou às novas colônias através das expedições marítimas do século XVI. No Brasil, primeira capela de Nossa Senhora da Ajuda, foi construída pelos cinco jesuítas pioneiros, no litoral sul da Bahia. Eles vieram na comitiva de Tomé de Sousa, em 1549. A capela, no início era coberta de folhas de palmeiras e tinha o altar móvel com um crucifixo e a imagem de Nossa Senhora da Ajuda, trazidos de Portugal. Ao seu redor surgiu um povoado chamado: Arraial d'Ajuda, hoje distrito de Porto Seguro.
 

A tradição narra que o vilarejo nasceu de um milagre do Senhor alcançado pelos jesuítas por intercessão da Senhora da Ajuda. Conta a história, que a única dificuldade encontrada durante os trabalhos de construção foi a falta de água potável. Fizeram muitas tentativas para encontra-la, mas todas sem sucesso. Então rezaram pedindo ajuda à Mãe de Deus. No dia seguinte, os jesuítas notaram atrás da capela uma fonte brotando do solo com "água boa", que, desde então, jamais faltou àquela população.
 

Mais de um século depois, a capela, foi reconstruída sendo preservados originais os altares, colunas, púlpito e o confessionário. Além, da pequena imagem milagrosa da Virgem da Ajuda, que foi colocada acima do altar-mor do mais antigo Santuário mariano do Brasil, hoje sob responsabilidade dos missionários redentoristas. A igreja é muito procurada no mês de agosto, pois no dia 15 se comemora a festa de Nossa Senhora da Ajuda. Dentre os jesuítas que ergueram a igreja estava o padre Manoel da Nóbrega que nela celebrou a primeira Missa do Galo em solo brasileiro, em 1550.
 

Nossa Senhora da Ajuda se tornou Padroeira da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro; de Barreirinha, no Amazonas e de outras localidades. Também é venerada no Paraná com uma imagem belíssima, trazida em 1877, por uma família de imigrantes da Bucovina, atual Romênia. A relíquia religiosa, esculpida no século XVIII na Baviera, foi catalogada como patrimônio histórico cultural de Curitiba e fica na casa da família que detém a sua posse. Os devotos, porém, notam uma diferença nessa imagem: o braço esquerdo de Maria está dobrado com a mão apoiando o Menino Jesus. Uma característica iconográfica encontrada no culto à Santa Maria da Ajuda nos países de língua francesa, germânica e eslava.
Postado há 5th June 2014 por Jose Antônio Paixao da Silv


Nossa Senhora da Abadia

Nossa Senhora da Abadia
    Nossa Senhora da Abadia é também conhecida pelo titulo de Santa Maria do Bouro, pois é originária do convento do Bouro, próximo à cidade de Braga, em Portugal. Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora da Abadia é muito antiga, tendo pertencido a um recolhimento religioso conhecido por Mosteiro das Montanhas, que existia naquelas paragens por volta do ano 883. Quando os sarracenos invadiram a Península Ibérica, os monges fugiram, escondendo a imagem da Virgem Maria. Os séculos passaram. No tempo do Conde D. Henrique, um antigo fidalgo da corte, Pelágio Amado, fugindo aos faustos desse mundo, retirou-se para a ermida de São Miguel, a pouca distância de Braga, onde foi viver com um velho ermitão que ali morava há muitos anos. Certa noite, avistaram uma grande claridade que vinha do centro de um vale próximo e como este fato se repetisse na noite seguinte, ficaram os dois vigiando e ao amanhecer foram verificar a origem daquela estranha luz. Encontraram escondida entre os penedos uma imagem de Nossa Senhora e, cheios de alegria à vista daquele tesouro, os eremitas se prostraram, agradecendo a Deus por tão singular favor. Mudaram a sua morada para aquele sitio e ali edificaram uma pequena ermida, onde colocaram a imagem da Santa.” Teve noticia da descoberta o arcebispo de Braga e foi pessoalmente visitar os ermitães. Verificando a pobreza em que viviam, mandou construir uma igreja de pedra lavrada digna de abrigar a Mãe de Deus. Aos poucos, vários monges se uniram aos dois santos homens e a fama dos milagres de Nossa Senhora da Abadia se espalhou pela terra portuguesa, a ponto de o rei D. Afonso Henriques ter ido especialmente visitar o santuário, onde deixou uma boa esmola para o culto divino e as necessidades daqueles servos de Deus. Após a descoberta do Novo Mundo, a pequena imagem de Nossa Senhora da Abadia atravessou o oceano no surrão de algum devoto bracarense e foi instalar seu culto nos chapadões do Triângulo Mineiro, onde várias cidades a tomaram por Padroeira. Passou depois para Goiás, localizando-se principalmente em Muquém e na antiga capital da província, a Vila Boa, que conserva ainda sua bela matriz, edificada no século XVIII. Atualmente uma das localidades mais famosas pelas romarias é a de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja, antigo centro de garimpagem de diamantes. O Santuário da Virgem do Bouro nesse rincão das Alterosas atrai todos os anos no dia 15 de agosto um grande número de devotos. Tudo isso em agradecimento às graças alcançadas por intermédio de Nossa Senhora da Abadia. Na progressista cidade de Uberaba é também grande a devoção a Santa Maria da Abadia do Bouro.


Oração à Nossa Senhora da Abadia
(Oração recolhida na Paróquia de Abadia dos Dourados, Minas Gerais, Brasil, no centenário de celebração da festa da padroeira)
Ó Senhora da Abadia, aqui estão os vossos filhos que, cheios de gratidão, vieram vos agradecer. Agradecer o Dom da vida; agradecer o Dom da fé; agradecer a vida divina; agradecer a vida de família e de amizades; agradecer a vida da Igreja; agradecer os cem anos de celebração desta festa. Estes vossos filhos, Senhora e Mãe, vieram também pedir e suplicar: Olhai, ó Mãe, estes vossos filhos e suas famílias; olhai, ó Mãe, esta Paróquia e seu Vigário; olhai, ó Mãe, esta diocese e seus Bispos; olhai, ó Mãe, a Igreja e o Santo Padre, o Papa. Fazei, ó Mãe e Rainha, que estes vossos filhos sejam testemunhas das verdades libertadoras anunciadas no Evangelho de vosso filho Jesus realizando o seu reino também na terra. Ó Mãe, estes filhos querem gozar um dia de vossa presença na glória do céu, onde de corpo e alma estais com o Pai, reinais com vosso Filho Jesus e viveis com o Espírito Santo. Amém.


Fonte:  http://blog.cancaonova.com/fatimahoje/tag/titulos-de-nossa-senhora/