quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

ORAR COMO SE CONVÉM

ORAR COMO SE CONVÉM
Texto Base:
Mt 6:6-8.
Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

Precisamos da revelação do Espírito Santo para compreender o mistério da oração. A oração é um ato maravilhoso do reino espiritual, por isso necessitamos da graça de Deus para termos entendimento correto a respeito deste assunto. Não resta dúvidas, carecemos do toque divino para sermos ensinados a orar como convém. Em certo momento, os discípulos de Jesus pediram a Ele que os ensinassem a orar: De uma feita estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu; Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Lucas 11:1. Esta é a nossa oração também!
Inicialmente, levantamos as seguintes perguntas: É preciso orar? Qual é a finalidade da oração? Não é Deus o Todo poderoso? Não é o Senhor do universo Onipotente, Onisciente e Onipresente? Ou seja, se Ele tem todo o poder, sabe todas as coisas simultaneamente, e está em todo o lugar ao mesmo tempo, por que precisamos orar a Ele? Por que Deus não opera diretamente? Por que Ele solicita a seu povo que ore? O profeta maior fala a respeito da grandeza do criador: Que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade. Isaías 46:10. Deus é verdadeiramente soberano, e Ele não fará nada que seja contrário à sua vontade. E novamente perguntamos: Por que orar?
Afirmamos: Deus tem prazer em ouvir e atender as orações de seus escolhidos, no entanto, as nossas petições devem estar de acordo com a sua perfeita vontade. O reformador Lutero disse: Orar não é vencer a resistência de Deus, é experimentar a sua boa vontade. As Escrituras afirmam: E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2. A vida do regenerado deve ser norteada pela suprema vontade do Senhor. Deus quer que a sua vontade seja sempre a nossa. Ele espera que ansiemos por sua direção. O Altíssimo quer realizar o seu propósito eterno para este mundo por intermédio das orações dos seus santos. As orações são canais pelos quais Deus opera as suas obras na terra.
O que mais nos impressiona é que Aquele que não precisa de coisa alguma, permiti-se ser dirigido pela terra. O registro do livro de Mateus 18:18-20 é esclarecedor: Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, terá sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado no céu. Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. Segundo as palavras do Senhor Jesus, a terra governa o céu. Deus movimenta o seu poder sobre a terra na medida em que a igreja ora. As orações dos santos são fundamentais e insubstituíveis no que concerne à manifestação do poder de Deus neste mundo caído.
Isto mostra o grande compromisso que os regenerados têm diante do Senhor. Orar não é uma opção, é uma ordem. Além de ser um maravilhoso privilégio, é uma tremenda responsabilidade que foi atribuída aos salvos. Em realidade, a oração é a união das súplicas dos santos com a vontade de Deus. Podemos dizer que: A oração que o novo nascido profere na terra, nada mais é do que o expressar da vontade de Deus no céu. Deus jamais fará algo que esteja em desacordo com a sua vontade, entretanto, Ele espera que os seus filhos orem a Ele, para que possa agir. Lemos em 1 João 5:14-15: E esta é a confiança que temos para com Ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhes temos feito. Pedir segundo a vontade de Deus, eis o caminho!
Seria um tremendo insulto contra Deus dizer que Ele não é Onipotente, contudo, é um sinal de grande rebeldia não se submeter ao seu modo de agir. Dizer que Deus precisa de alguma coisa é esquisito, mas não aceitar a sua maneira de operar é arrogância. Ele decidiu agir por meio das orações de seu povo. O Todo poderoso estabelecerá o seu reino neste mundo em cooperação com a igreja. Pense nisto: E então se dirigiu a seus discípulos: A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Mateus 9:37-38. Se Deus conhece todas as coisas, por que já não providenciou os trabalhadores para a sua seara? A resposta é simples. Ele quer que a igreja ore, para que Ele, graciosamente, mande os trabalhadores.
Este princípio de oração só pode ser compreendido por aqueles que estão completamente desprendidos de si mesmos. Somente aqueles que morreram para os seus direitos podem entender o método de Deus operar. Quando ganhamos a revelação de que somos embaixadores neste mundo, toda a nossa vida gira em torno dos interesses do reino celestial, ao qual pertencemos pela graça de Deus. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 2 Corintios 5:15. Não vivemos neste mundo para fundarmos o nosso próprio reino mas estamos nele para sermos cooperadores com Deus, para que o reino celestial seja proclamado. Em verdade, os salvos intercedem junto ao trono divino, para que Deus realize a sua santa vontade neste universo. Realmente, a graça de Deus nos surpreende!
Aqueles que relutam em aceitar o modo de Deus agir, só evidenciam que desejam fazer da oração simplesmente um instrumento para ter os seus desejos egoístas atendidos. Em que medida esquecemos de nós mesmos completamente e procuramos somente à vontade do Senhor? A oração exige a operação da cruz em nossa vida. Não vivemos para nós mesmos, mas para o Senhor. Orar significa expressar todo o nosso desejo pela vontade de Deus. Jesus nos ensina: Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. João 6:38. O Senhor tem como propósito que estejamos cheios de sua vontade.
Watchman Nee disse: A oração é a estrada da obra de Deus. Deveras, a oração está para a vontade de Deus assim como os trilhos estão para o trem de ferro. A locomotiva tem poder: é capaz de correr milhares de quilômetros por dia. Mas se não existirem trilhos, não poderá avançar um centímetro sequer. Tal é a relação entre a oração e o trabalho de Deus. Ainda que Deus não precise absolutamente de nada, Ele, soberanamente, utiliza as orações de seus escolhidos para alcançar os seus intentos. É verdade que às vezes Deus age de modo estranho. A experiência de Moisés ilustra o fato: Fez Josué como Moisés lhe dissera e pelejou contra Amaleque; Moisés, porém, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro. Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao por do sol. E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada. Êxodo 17:10-13.
Quanto poder saía das mãos de Moisés? Nenhum. Será que as mãos estendidas deste escolhido eram tão poderosas a ponto de dar a vitória para Israel? Isto não faz sentido, pois cremos que Deus é absolutamente soberano e não precisa do homem. No entanto, Deus escolheu agir em cooperação com o homem. Assim é com a oração. Deus não precisa que oremos para que Ele nos conceda o que pedimos, pois de antemão conhece todas as coisas de que precisamos. Nós oramos para termos comunhão com o Pai celeste. Mas também oramos por obediência à sua palavra. Não oramos para convencermos Deus de nossas necessidades. Oramos para termos intimidade com o nosso Pai amoroso e que tem prazer em nos atender. A oração também é um exercício. Charles Spurgeon disse: A oração diária é a melhor ginástica para a alma.
A oração não é um peso na vida do regenerado, mas implica em disciplina. As palavras de Andrew Murray acentuam: Aquela pessoa que não tem um horário certo para orar, de fato nunca ora. Louvado seja Deus, pois somos dirigidos pela graça. Vale frisar que a graça sempre é acompanhada por um espírito obediente, responsável e compromissado com a palavra de Deus. Lembramos que a nossa obediência não tem fundamento legalista, mas ela é relacional. Acrescenta-se o fato de que o Senhor tem alegria no seu coração, em atender as orações de seus filhos. Assim como amamos profundamente nossos filhos e queremos sempre o melhor para eles, muito mais o nosso Pai celestial nos ama, e quer satisfazer todas as nossas necessidades por sua graça. Orar é ter a nossa vontade unida à de Deus.
As nossas intercessões são fundamentais para um evangelismo eficaz. Peça a Deus nomes de pessoas para que você interceda. Com certeza, Ele irá colocar em seu coração vários nomes diferentes. Comece interceder incessantemente por eles. Deus irá preparar estes corações, como se prepara uma terra para receber a boa semente, que é a palavra de Deus. É absolutamente importante conversar com Deus em favor da pessoa a quem se irá falar mais tarde. Creia nisto: o Senhor quer que todos os seus filhos sejam frutíferos. A nossa súplica é: Senhor, não permitas que sejamos negligentes na oração, mas ensiná-nos a orar como convém, em nome de Jesus, amém!


Pr. Tomaz Germanovix


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TRANSFORMAR SONHOS EM REALIDADE


TRANSFORMAR SONHOS EM REALIDADE
Texto Base:
Gn 11: 28-32 ; 12:1-4
Sonhar! É impossível viver sem sonhar.
A vida só tem sentido quando desenvolvemos o salutar hábito de sonhar. Não nos é permitido separar a vida dos sonhos. Ambos se fundem, se misturam, se envolvem e se entrelaçam. Viver é sonhar. E sonhar é viver.
Os sonhos nos impulsionam, nos estimulam e nos incentivam a conquistar alvos, metas, além de atingir propósitos. Quem sonha tem ânimo para lutar. Quem luta o faz por sonhar. Quem sonha não fica perdido no tempo e nem tampouco mergulhado na inércia do comodismo.

Abraão: o homem que teve os sonhos transformados em realidade.
1- Quem foi Abraão ?
Abraão foi o décimo depois de Noé, no tocante as gerações. Viveu 292 anos depois do dilúvio, teve dois irmãos, Naor e Harã. Harã teve um filho, de nome Ló e duas filhas de nome Sarai e Milca. Harã nasceu e viveu entre os caldeus. Naor casou-se com Milca e Abrão com Sarai. Por não Ter tido filho Abrão, adotou Ló como seu filho.
Abraão no início de sua vida, viveu em Ur, cidade então mais magnificente do mundo. Centro manufatureiro, literário e cultural (foi encontrado pelos arqueólogos uma das maiores bibliotecas de toda a antigüidade.) fazendeiro e exportador, numa região de fertilidade e riquezas fabulosas. Abraão como todo cidadão proeminente era obrigado a servir deuses e deusas tais como:
1- Anu - O soberano do céu.
2- Enlil e Adade - deuses elementares, comandando sobre tempestades e armados de dilúvio.
3- Sin - O deus lua.
4- Nergar - O que comandava o reino dos mortos.
5- Ninurta - O deus da guerra.
6- Gula - deusa que presidia a medicina.
7- Nabu- deus da escrita.
Até que um dia o verdadeiro Deus revelou-se a ele desafiando-o a sair de Ur. (Gn 12:1-3). As palavras de até então um Deus desconhecido introjeta dentro dele uma nova perspectiva de vida. Abraão é tomado por sentimento que o faz sonhar. Sonhar com família, sonhar com posteridade, sonhar com uma nação diferente, com costumes diferentes, valores diferentes e ideais diferentes.
Promessas feitas a Abraão:
1- Multiplicação.
2- De que através dele, surgiria uma grande nação.
3- De que ele seria abençoado.
4- De que o nome dele seria engrandecido.
5- De que seriam abençoados aqueles que o abençoassem.
6- De que seriam amaldiçoados aqueles que o amaldiçoassem.
Os sonhos nos impulsionam, nos enchem de desejos e de vontade de lutar. Todavia, nem sempre a distância entre o nascimento do sonho e a realização do mesmo é curta. Não são poucas as vezes que o sonho de uma família cristã, ou de um trabalho promissor, ou mesmo de um ministério cristão saudável e abençoador na igreja demora para se cumprir na vida da gente. São em momentos de aparente demora que surgem do nada os destruidores de sonhos.
Você já se deu conta da existência destes destruidores?
Abraão recebera a promessa que através da sua posteridade uma grande nação surgiria. Entretanto, durante aproximadamente 25 anos a promessa de Deus parecia um tanto que impossível de se cumprir na vida daquele homem de Deus.
Deus primeiro nos mostra o que pretende fazer nas nossas vidas. Somente depois ele nos mostra as dificuldades do percurso. Satanás antes pelo contrário quer primeiro nos mostrar as dificuldades no intuito de que desistamos das bênçãos de Deus para as nossas vidas.

1º - Destruidor de Sonhos.
O sentimento de que Deus está demorando muito para cumprir em nós a sua palavra. Uma incompreensão do tempo de Deus. Eclesiastes 3: 1-8 diz que a tempo para todo propósito debaixo do céu:
"Tempo de nascer, tempo de morrer;
Tempo de plantar e tempo de se arrancar o que se plantou;
Tempo de matar e tempo de curar;
Tempo de derribar e tempo de edificar;
Tempo de chorar e tempo de rir;
Tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;
Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras;
Tempo de abraçar e tempo de deixar de abraçar;
Tempo de buscar e tempo de perder;
Tempo de guardar e tempo de deitar fora;
Tempo de rasgar e tempo de coser;
Tempo de estar calado e tempo de falar;
Tempo de amar e tempo de aborrecer;
Tempo de guerra e tempo de paz."
Satanás nosso adversário sempre vai tentar induzir-nos a crer que Deus está atrasado em cumprir em nós suas promessas. Contudo, precisamos entender que existe um tempo determinado por Deus para todas as coisas. Gn 21: 1-2, diz que Sara concebeu no tempo determinado.
2º Destruidor de Sonhos - A incredulidade. Não são poucos que perguntam: será que Deus falou comigo mesmo ? Será que isto tudo não é fruto da minha imaginação ? Ora sem fé é impossível agradar a Deus!
3º Destruidor de Sonhos - Murmuração - O que fez com que o povo de Israel não herdasse a terra prometida dentre outras coisas foi o espírito de murmuração. Reclamava por tudo!!! Reclamava pela comida, pela água, pelo deserto, pelas dificuldades, tudo era motivo de reclamação. Você já reparou que existe gente que nunca está satisfeito com nada ? É o que chamo de crente nhe nhe nhem!!!
4º Destruidor de Sonhos - Auto-suficiência - Você já se deu conta da existência de indivíduos que querem ajudar a Deus dando a ele uma mãozinha?
5º Destruidor de Sonhos - Satanás -

O que transforma sonhos em Realidade ?

1º - A convicção do Senhorio de Cristo sobre a nossa vida. Rm 8: 28 diz:
"Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e daqueles que são chamados segundo o seu propósito"

2º - Fé. Hb 11: 01 -
"Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem."

3º - Confiança única e exclusiva e m Deus. Isto significa a convicção de que aquele que começou a boa obra em minha vida há de concluí-la. O escritor de hebreus nos incentiva a crer cegamente em sua palavra na certeza de que é impossível que Deus minta.
4º - Dependência única do Senhor. Isto significa que se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam. Se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela. No Reino de Deus Independência é morte!


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A Benção das Bençãos


A Benção das Bençãos
"Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! " (Gênesis 12:1-2)
Por: Glenio Fonseca - Paranaguá
Deus chamou Abrão para ser uma bênção em favor do mundo. Mas antes de ser uma bênção para todas as nações, ele precisaria ter sido abençoado por Deus. Primeiro Deus abençoa a pessoa com a sua bênção imerecida, depois essa pessoa abençoada se constitui numa bênção para os outros. Deus abençoa o homem com sua graça incondicional e o homem abençoado se torna numa bênção para as outras pessoas.
Deus escolhe aqueles que ele mesmo quer, mediante a sua graça e os abençoa incondicionalmente para que eles sejam uma benção para o maior número de pessoas nesse mundo, segundo a sua própria vontade. Ninguém é uma bênção em si mesmo, mas se torna uma bênção pela operação de Deus em sua vida. Deus escolheu Abrão e o abençoou para que ele se tornasse uma bênção para a humanidade. Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. Gálatas 3:14.
Jesus Cristo é a bênção de Deus para o mundo e a bênção de Abraão é a salvação eterna do homem mediante Jesus Cristo. Tudo o que Deus tem para a humanidade foi concedido através da pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Nele nós somos abençoados com toda espécie de bênçãos espirituais. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo. Efésios 1:3.
Dizer que Cristo é a bênção de Deus para o mundo é dizer que Ele, e só Ele , pode preencher o vazio do coração humano. Tudo o que Deus tem para as carências da humanidade foi doado plenamente na pessoa de Jesus Cristo. Ele é o suprimento abundante para a mais profunda deficiência do gênero adâmico. Ele é o único que consegue subir no monte santo, com mãos limpas e coração puro, a fim de se tornar na bênção e na justiça do Senhor em nossa vida. Este obterá do SENHOR a bênção e a justiça do Deus da sua salvação. Salmos 24:5.
Deus nos abençoa em Cristo, com todo tipo de bênção, para que nós sejamos uma bênção, para todo o tipo de pessoa. Eu acredito que fomos abençoados, para poder abençoar aqueles que carecem da graça de Deus em suas vidas. Se formos uma bênção para os outros é porque fomos abençoados com a bênção de Deus em Cristo Jesus, que a todos enriquece abundantemente. Todas as pessoas abençoadas por Deus se tornam vasos de bênçãos para mais gente. A bênção do SENHOR enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto. Provérbios 10:22.
Não há nenhuma bênção maior do que Cristo. Não há nenhuma riqueza maior do que a salvação em Cristo. Ele é o tesouro mais precioso que satisfaz completamente todas as necessidades do coração humano. Ele é a plenitude de Deus e nós temos a nossa plenitude nele. Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Colossenses 2:9-10a. A nossa plenitude espiritual procede da plenitude de Cristo em nós.
O rei Davi reconhecia que as contribuições que o seu povo oferecia para a obra de Deus eram expressões vivas das dádivas divinas na vida desse povo. Ninguém pode oferecer aquilo que não tem. E se o povo oferecia voluntariamente é porque tinha sido abençoado por Deus abundantemente. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos. 1 Crônicas 29:14.
Do ponto de vista bíblico tudo o que temos vem de Deus. Ninguém tem coisa alguma se não for dada pelo Criador do Universo. Tudo o que nós somos e tudo o que temos, excluindo o pecado, vem do céu, mesmo que não reconheçamos que é assim. Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. João 3:27. Primeiro Deus nos abençoa com as bênçãos celestiais e depois ele nos torna uma expressão da graça para os demais.
Volto à questão: Deus só nos abençoa plenamente em Cristo. Nele nós somos aprovados incondicionalmente mediante a sua morte e ressurreição. Nele nós ganhamos a expiação dos pecados e o descativeiro da dúvida e incredulidade. Nele foi crucificado o nosso velho homem, e juntamente com Ele ganhamos uma nova identidade. Porque, se fomos unidos com Ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com Ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; Romanos 6:5-6.
Na morte de Cristo encontramos o benefício da nossa morte para o pecado, e na sua ressurreição a dádiva da vida eterna que nos salva de todas as implicações da justa condenação. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Romanos 8:1-2.
Deus nos abençoou inteiramente em Cristo para que sejamos uma bênção para o mundo. A vida de um cristão verdadeiro é uma oportunidade de favorecer os que sofrem: com a consolação para os que choram, com o ânimo para os abatidos, com o suprimento para os carentes, com o amor para os magoados. Deus nos abastece com a sua bênção para que possamos ministrá-la aos que carecem, sem jamais requerer o nosso reconhecimento pessoal nesse envolvimento.
Quem é abençoado por Deus é uma bênção que abençoa. O salvo quer que outros sejam salvos e por isso proclama o evangelho da salvação. Não há nem um salvo por Cristo sem interesse pela salvação dos outros pecadores. Todo aquele que foi alcançado pela graça de Deus quer ser um instrumento das bênçãos para os outros, seja através de sua pessoa ou de seus bens. Não existe uma pessoa salva pela graça que não se proponha a ser parte da solução dos problemas segundo a medida da graça em sua vida.
Aquele que é favorecido com os bens, quer ser um canal da beneficência no reino de Deus. Nunca ouvi falar que um filho de Deus abrisse falência pela prática da benevolência. Aquilo que guardamos, com freqüência, acabamos perdendo. Mas aquilo que investimos no reino de Deus em beneficio dos outros, transferimos para o banco eterno. Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:19-21.

Se eu e você não somos bênçãos para os outros é porque ainda não conhecemos a grandeza da bênção de Deus em nossas vidas. Todo aquele que foi abençoado por Deus e reconhece a magnitude da graça, se torna numa fonte de bênçãos para os seus circunstantes. Quando somos abençoados por Deus, com a Bênção das bênçãos, nos tornamos sempre canais de bênçãos para as outras pessoas e nunca uma pedra de tropeço ou um abismo de maldições. Mesmo Balaão sabia disso: Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar. Números 23:20.
Seja tu uma bênção e que o Senhor te abençoe.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Os Santos, Maria, Imagens e Idolatria Na Comunhão dos Santos louvamos Maria, a Mãe de Jesus


Os Santos, Maria, Imagens e Idolatria 
Na Comunhão dos Santos louvamos Maria, a Mãe de Jesus
A Bíblia nos ensina que Deus é três vezes santo, só Ele é santo. Deus comunica a santidade, é um Deus santificador e deseja um povo santo: ”Sede santos, porque eu, Javé, sou santo” (Levítico 19,2;20,26). A santidade de Jesus é idêntica à santidade de seu Pai Santo (João 17,11). Jesus santifica os cristãos; o Espírito Santo é o agente santificador dos cristãos. Jesus vai recomendar: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito“ (Mateus 5,48). Portanto, a santidade é vocação de todo cristão: “A vontade de Deus é esta: a nossa santificação” (1 Tessalonicenses 4,3).

Ser santo é cumprir a vontade de Deus em nossa vida. Santos são, portanto, todos aqueles que vivem o Evangelho e, de forma toda especial, os que já se encontram hoje na casa do Pai. Os santos não ocupam o lugar de Deus, não são inventados pelos homens, não são deuses, mas criaturas de Deus, a quem Deus privilegiou com um amor especial, e viu este amor ser correspondido. Eles só são reconhecidos como santos porque foram amigos íntimos do único Deus que os santificou. Os santos são heróis da fé vivida no amor, fé no único Deus verdadeiro, o Deus revelado em Jesus Cristo.

Nenhum católico adora os santos, mas os respeita e venera como amigos de Deus. Este respeito e veneração vêm da fé na ressurreição, pois os que morrem no Senhor estão com Ele. Vêm da fé na “comunhão dos santos”: os santos intercedem por nós diante de Deus. A Bíblia nos mostra que Deus opera milagres pela intercessão dos santos. Um exemplo é a cura do coxo de nascença, operada por São Pedro e São João, junto à porta do Templo: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho isto te dou. Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3,1-9). E a Bíblia apresenta outros inúmeros exemplos afirmando que “Deus fazia não poucos prodígios por meio de Paulo” (Atos 19,11-12). Jesus é nosso único mediador entre Deus e os homens, e Ele disse: ”O Pai dará a vocês tudo o que pedirdes em meu nome” (João 15,16).

Um santo só opera em nome de Jesus, porque só em Jesus está a fonte da graça e a força de Deus. Os santos não estão em oposição ao Senhor. Ao contrário, colocam em evidência a glória e santidade de Jesus Cristo, cabeça da Igreja e nosso único salvador. Pois foi Jesus mesmo quem afirmou: ”Eu garanto a vocês: quem crê em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (João 14,12). Ninguém pode ser santificado, sem entregar sua vida por Jesus e pelos irmãos. Honrar um santo significa reconhecer a força transformadora da Palavra de Deus, que santifica quem a aceita e a coloca em prática.

O santo é para os cristãos um exemplo de quem testemunhou sua fé no seguimento de Jesus. Nós, católicos, temos a alegria de abrir nosso álbum de família – a nossa família na fé – e contemplarmos uma fileira de heróis na fé, os santos, nossos irmãos e amigos, que conseguiram servir a Deus com fidelidade e, junto de Deus, pedem por nós. Santos e santas, rogai a Deus por nós!

Entre os santos de Deus está, em primeiro lugar, Maria, a mãe de Jesus (Mateus 2,1; Marcos 3,32; Lucas 2,48; João 19,25).



Imagens e Idolatria

Muitos se perguntam: os católicos adoram imagens? A resposta é: NÃO! Nunca as adoraram, sempre as valorizaram. As imagens valem o que vale uma foto; ela pode estar gasta, mas recorda um ente querido. Os católicos não adoram imagens; somente as utilizam para lembrar de alguém que é maior, e a isso se chama de veneração e NÃO de adoração. O sentido das imagens católicas está na linha da serpente de bronze que Deus mandou Moisés esculpir (Números 21,8-9), segundo a explicação dada em Sabedoria 16,7: ”e quem se voltava para ele (o sinal da serpente), era salvo, não em virtude do que via, mas graças a Ti, ó Salvador de todos”.


a) Imagens permitidas na Bíblia:

A Bíblia apresenta, muitas vezes, o mistério de Deus através de imagens: e a primeira imagem quem a fez foi o próprio Deus, ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança (Gênesis 1,27;2,7). O mesmo Deus manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Êxodo 25,18-20). Manda Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (1Reis 6,23-25 e 7,29). O Novo Testamento também apresenta o mistério de Deus através de imagens: a imagem de Jesus como cordeiro digno de receber a força e o louvor (Apocalipse 5,12). Quando do batismo de Jesus, o Espírito Santo é apresentado em forma de pomba (Mateus 3,16) e, no dia de Pentecostes, com línguas de fogo (Atos 2,1-3).

Jesus ensinava através de imagens: “Eu sou o bom pastor” (João 10,14). Os primeiros cristãos vão representar Jesus desenhando um Bom Pastor com a ovelha nos ombros. Olhando esta imagem, eles não adoravam um pastor, mas pensavam na ternura de Deus que, em Jesus, busca a ovelha perdida. Representar algo por imagem ou símbolo era comum na Igreja primitiva, sobretudo em tempos de perseguição. Por muito tempo, as pinturas dos santos e de cenas bíblicas nas Igrejas foram o único livro que os cristãos mais simples puderam ler e entender.


b) Imagens proibidas na Bíblia, idolatria:

A Bíblia, então, não proíbe as imagens? Sim, 
proíbe quando sua finalidade é servir à idolatria: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da escuridão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura alguma do que está em cima dos céus, ou abaixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles e não lhes prestarás culto” (Êxodo 20,2-5). Em várias passagens bíblicas se repete esta proibição de não adorar outros deuses e nem fazer deuses fundidos (Êxodo 34,14-17; Deuteronômio 7,5).

Podemos perceber que "ídolo" designa imagem feita para ser adorada como deus, como faziam os pagãos com suas divindades. Para os judeus, as imagens dos deuses são os próprios deuses pagãos. Os povos vizinhos dos judeus acreditavam em muitos deuses e faziam imagens deles. Geralmente, estes deuses, criados pelo próprio homem, serviam de apoio ao sistema injusto e cruel que maltratava o povo, em especial os pobres. Em Israel não se podia fazer imagem de Deus, não se podia imaginar como Deus era, pois Ele é invisível e ninguém nunca o tinha visto. Do Deus verdadeiro não se faz imagens, porque todas as imagens são inadequadas para Javé. Dos falsos deuses se faziam imagens que eram chamadas de ídolos; eram rivais de Javé. Idolatria é a exclusão do Deus verdadeiro, substituindo-o por um falso deus.

O ídolo estava sempre ligado a um sistema de corrupção e opressão, levando a sociedade à divisão e à guerra por causa da ganância pela terra, bens materiais e dinheiro, fama, prazer e poder. Estes, sim, são os verdadeiros ídolos que afastam a pessoa do Deus verdadeiro, competindo com Ele no coração (cf. Mateus 4,1-10; Lucas 4,1-12).


Portanto: Deus parece, mas não é incoerente, já que num lugar da Bíblia manda fazer imagens e noutro lugar o teria proibido. A imagem, hoje, mais do que nunca, faz parte da linguagem humana e é representação de pessoa, coisa, ideia. A Bíblia fala de imagens algumas vezes para denunciar a idolatria, outras vezes para mostrar o quanto a imagem é necessária para entendermos, por meio do Filho, o próprio Pai: “Ele (Jesus) é a imagem do Deus invisível...” (Colossenses 1,15).

Os primeiros cristãos, martirizados aos milhares porque se recusaram a adorar imagens de deuses falsos, estudaram a Bíblia com atenção. Eles não tiravam esses textos que proíbem imagens de seu contexto. Comparando-os com outros textos bíblicos, ficaram convencidos de que Deus proíbe imagens de deuses falsos, adoração de ídolos que representem falsos valores, os quais induzem ao pecado. É o que faziam os povos vizinhos de Israel. Mas Deus não proíbe fazer outras imagens que contribuem para exaltar sua glória e poder. O II Concilio de Nicéia, no ano 787, defende a veneração das imagens (pintura e escultura) de santos pelos cristãos e o uso de símbolos nas celebrações litúrgicas. O mesmo fez o Concilio Vaticano II, mantendo o culto às imagens conforme a tradição (LG 67), contanto que seja em número comedido e na ordem devida (SC 125).


Texto:
Cônego Pedro Carlos Cipolini - Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida



Nota:
Sobre o uso de imagens na Igreja, consultar:

JOÃO PAULO II, Duodecim Saeculum. Carta Apostólica sobre a Veneração das Imagens, 1987. Petrópolis: Vozes, 1988.

PONTIFICAL ROMANO. Ritual da dedicação de igreja e de altar, 1977. São Paulo: Paulinas, 1984.

SCOMPARIM  A. F., A iconografia na Igreja Católica. São Paulo: Paulus, 2008.                              




http://www.basilicadocarmocampinas.org.br/os_santos_maria_imagens_idolatria.htm

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

SÃO FULGÊNCIO 01/01

SÃO FULGÊNCIO
01/01

Fulgêncio nasceu em Cartago, na África, no ano 465. Nasceu numa rica família cristã. Seu pai era um senador romano e a mãe era de uma família local influente. Teve uma formação intelectual excelente, com caráter firme, espírito de liderança e habilidade para os negócios. Interessava-se pela religião, pelas artes e literatura. Freqüentava um mosteiro perto de sua casa, onde conheceu os livros de santo Agostinho e decidiu-se pela vida de sobriedade e solidão. 

Tentou morar entre os monges do deserto no Egito, mas acabou desistindo. Foi na sua própria cidade onde se tornou padre. Em segredo, por causa das perseguições, tornou-se bispo da diocese de Ruspe. Mas o notícia de novos bispos chegou aos ouvidos do rei e este exilou sessenta homens na ilha de Sardenha, entre eles o jovem Fulgêncio. 

No exílio Fulgêncio tornou-se um líder e sua influência fez com que o rei o recebesse de volta na pátria. Fulgêncio pôs-se na luta contra os hereges arianos, escrevendo muitas obras e mantendo vasta correspondência com amigos e discípulos. 

Morreu no dia primeiro de janeiro de 533, aos sessenta e oito anos, pregando a caridade como "o caminho que conduz ao céu".

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Está escrito que se a boca dos profetas se calarem, as pedras falarão. Assim, mesmo que as autoridades injustas e desonestas tentem apagar a força do Evangelho, este vencerá. Na vida de São Fulgêncio encontramos este testemunho bonito de que a Palavra de Deus sempre transforma e modifica nossa vida para melhor. Sejamos autênticos cristãos, fazendo a vontade de Deus em todas as realidades de nossa vida.
ORAÇÃO São Fulgêncio, rogai por nós para que aceitemos com alegria e obediência tudo o que estiver em conformidade aos planos do Pai, para que possamos sentir a paz e a força do Alto, que sempre nos é concedida. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.



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SÃO SILVESTRE 31/12

SÃO SILVESTRE
31/12

O primeiro papa a ocupar a cátedra de Pedro após a conversão de Constantino foi Silvestre. Ele era romano e foi eleito em 314. Graças a Silvestre, a paz foi mantida na Igreja e o primeiro concílio foi convocado, para acontecer no cidade de Nicéia. 

Silvestre já era muito idoso e foi representado no Concílio por dois representantes. Como havia harmonia entre Papa e Constantino, a Igreja conseguiu bons resultados, e recebeu um forte apoio financeiro para a construção de valiosos edifícios eclesiásticos, construções que marcaram o pontificado de Silvestre. 

Também por causa de Silvestre, Constantino patrocinou à Igreja um ato histórico e de muita relevância para a Humanidade e o Catolicismo: doou seu próprio palácio para servir de moradia para os Papas, e toda a cidade de Roma e algumas outras vizinhas para a Igreja. 

São Silvestre morreu em 335, depois de ter permanecido no Trono de Pedro durante vinte e um anos, e produzido tantos e bons frutos para o Cristianismo.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Foi sob São Silvestre que começaram a ser estabelecidas, como locais de culto, as grandes basílicas romanas. Ele foi um grande empreendedor, preocupado com o bem estar de seu rebanho. Foi um papa do bem, amado pelo povo e cheio de vontade de transformar as desigualdades em um mundo mais justo.
ORAÇÃO Vinde, Senhor, em auxílio do vosso povo, que confia na intercessão do papa São Silvestre, e conduzi-o ao longo desta vida presente, para que chegue um dia à felicidade da vida que não tem fim. Por Nosso Senhor.


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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

SAGRADA FAMÍLIA 30/12

SAGRADA FAMÍLIA
30/12

Quando Deus quis, no seu amor, enviar seu Filho para morar entre nós, Ele escolheu uma família para receber Verbo Divino. Com isso Deus marcou com maior dignidade a família humana e mostrou que esta instituição é essencial para o desenvolvimento da pessoa. 

A família de Nazaré tornou-se assim o modelo para as famílias cristãs do mundo. A bondade de Maria e a justiça de José deveriam ser as virtudes procuradas pelos pais e mães de família. Em Nazaré, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo José, a quem amava muito e por ele era muito amado também. 

Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional. 

Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência que haverá momentos difíceis e crises.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Cada homem e cada mulher que deixam o pai e a mãe para se unirem em matrimônio e constituir uma nova família não o podem fazer levianamente, mas devem fazê-lo somente por um autêntico amor, que não é uma entrega passageira, mas uma doação definitiva, absoluta, total até a morte.
ORAÇÃO Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo. Concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar, um dia, às alegrias da vossa casa. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.


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SÃO TOMÁS BECKET 29/12

SÃO TOMÁS BECKET
29/12

Tomás Becket nasceu no dia 21 de dezembro de 1118, em Londres. Era amigo do futuro rei, Henrique e como ele era um jovem ambicioso, audacioso, gostava das diversões com belas mulheres, das caçadas e das disputas perigosas. Compartilharam os belos anos da adolescência e da juventude. 

Mas Tomás começou a interessar-se pela vida religiosa e afastou-se da corte. Passou a se dedicar ao estudo da doutrina cristã e acabou se tornando amigo do Arcebispo Teobaldo. Através de sua orientação foi se entregando à fé de tal modo que foi nomeado Arcediácono do religioso. Quando o Arcebispo Teobaldo morreu e o Papa concedeu o privilégio ao rei escolher e nomear o sucessor. Henrique II não vacilou em colocar no cargo o amigo. 

Como Arcebispo, Tomás passou a questinoar as posturas autoritárias do amigo, agora rei da Inglaterra. A situação ficou perigosa e Tomás teve que fugir para a França para escapar de sua ira. 

Quando conseguiui voltar para sua diocese foi aclamado pelos fiéis que o respeitavam e amavam sua integridade de homem e pastor do Senhor. Mas ele sabia o que lhe esperava e disse a todos: "Voltei para morrer no meio de vós". O rei, diante do retorno de Tomás, resolveu mandar assassiná-lo. Assim aconteceu no dia 29 de dezembro de 1170. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO "O medo da morte não deve fazer-nos perder de vista a justiça". Com este testemunho de fé Tomás entrou para a lista dso homens que fizeram do Cristo a razão fundamental da vida. Aprendamos dele que nunca é tarde para dedicarmos ao serviço do próximo mais abandonado.
ORAÇÃO Deus, nosso Pai, São Tomás descobriu que a verdadeira realeza é servir, ser fiel ao Senhor dos senhores, aquele que tem a chave e o domínio da história. A seu exemplo, dai-nos a santa ousadia de não nos deixarmos intimidar e explorar pelos poderosos. Por Cristo nosso Senhor. Amém.



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SANTOS INOCENTES MÁRTIRES 28/12

SANTOS INOCENTES MÁRTIRES
28/12

A memória dos santos inocentes lembra de todos os meninos que foram cruelmente mortos pelo rei Herodes por ocasião do nascimento do menino Jesus. De acordo com a tradição todos os meninos de até dois anos foram mortos, para garantir que o filho de Maria fosse também eliminado. 

Quem narrou para a História foi o Apóstolo Mateus, em seu Evangelho. Os sábios do oriente procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido Rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou então os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que o Ele teria nascido em Belém de Judá, Palestina. 

Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão, pediu-lhes que depois de encontrarem o "tal Rei dos judeus", voltassem e lhe dessem notícias. Mas os reis do Oriente, avisados em sonho pelo espírito de Deus, voltaram para casa por outro caminho. 

O tirano, ao perceber que havia sido enganado, decretou a morte de todos os meninos com menos de dois anos de idade nascidos na região. O decreto foi executado à risca pelos soldados do seu exército.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Esses pequeninos inocentes de tenra idade, de alma pura, escreveram a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória eterna segundo a promessa de Jesus. A Igreja celebra a festa dos Santos Inocentes perto da Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após visita dos reis magos. A escolha foi proposital, pois quis que os Santinhos Inocentes alegrassem com sua presença a manjedoura do Menino Jesus.
ORAÇÃO Meu Senhor, pelos Santos Inocentes, quero Vos rogar hoje por todos aqueles que são injustiçados, sofrem ameaças, são marginalizados e incompreendidos. Olhai pelos pequeninos, abandonados e assassinados pelas estrutura de morte de nossa sociedade. Que convosco eles alcancem dignidade e paz. Amém.



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sábado, 24 de dezembro de 2016

SÃO JOÃO EVANGELISTA 27/12

SÃO JOÃO EVANGELISTA
27/12

João era discípulo de Jesus, aquele que Jesus amava e que esteve com ele até a morte na cruz. Era o mais jovem dos apóstolos, pescador e a tradição delega a ele o texto do quarto evangelho, algumas cartas e o livro do Apocalipse.

Apesar do temperamento contemplativo, participou de todos momentos da vida de Jesus, inclusive daqueles momentos mais importantes como a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração e a aflição no Monte das Oliveiras. João esteve na última ceia e aos pés da cruz.

Nos Atos dos Apóstolos, ele aparece sempre com São Pedro. Após Pentecostes João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de Jerusalém, depois com Pedro se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver em Éfeso, para onde teria levado também a mãe de Jesus. Nesta cidade organizou comunidades e foi perseguido.

João morreu e foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de idade, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO O Evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três descrevem Jesus em ação, João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou seja, em toda a sua espiritualidade. Por sua pureza de vida, inocência e virgindade, João tornou-se logo o discípulo amado, e isso de um modo tão notório, que ele sempre se identificará em seu Evangelho como "o discípulo que Jesus amava".
ORAÇÃO Pai Eterno, pela poderosa intercessão de São João, Apóstolo amado de Jesus, eu rogo pelas graças de que tanto necessito. Abro meu coração, agora e sempre, para ouvir a Vossa Voz e experimentar Vosso Poder em minha vida. Assim como São João, quero acolher a Palavra de Jesus e com amor levar as sementes do Vosso Reino por onde eu passar. Amém.



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SANTO ESTEVÃO 26/12

SANTO ESTEVÃO
26/12

A primeira pessoa que derramou seu sangue testemunhando a fé em Jesus Cristo foi santo Estevão. Este jovem, pertencente a primeira comunidade cristã, morreu apedrejado pelas lideranças judaicas.

Estevão foi eleito diácono da comunidade, ou seja, cabia a ele servir os pobres e as viúvas, recolhendo e distribuindo alimentos. Ele era um verdadeiro ministro da caridade, mas não se limitava ao trabalho social de que fora incumbido. Não perdia a chance de divulgar e pregar a Palavra de Cristo, e o fazia com tanto fervor e zelo, que chamou a atenção dos judeus.

Levado diante das autoridades judaicas, foi caluniado e acusado de subverter as leis de Moisés. Mas o jovem, inspirado pelo Espírito Santo, relembrou toda a história da salvação, mostrando que não havia blasfemado nem contra Deus nem contra a Lei.

As lideranças, porém, ficaram ainda mais iradas e o levaram aos gritos para fora da cidade, apedrejarando-o até a morte. Antes de tombar morto, Estevão repetiu as palavras de Jesus no Calvário, pedindo a Deus perdão para seus agressores. Entre os acusadores estava o futuro São Paulo.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Santo Estêvão foi o primeiro que, para seguir o Mestre Divino, sacrificou a própria vida. A festa de seu martírio e a do Santo Natal, à qual está unida e cujo pensamento completa, dão-nos uma lição de sacrifício. Seu martírio nos indica um meio para nos ajudarmos a viver essa lição de sacrifício; seu martírio nos permite ver os frutos preciosos dessa lição.
ORAÇÃO Deus de amor e de bondade, que possamos aprender de São Estevão a humildade e o carinho pelos pobres, fazendo de nossa vida sinal que reluz para a transformação do mundo. Por Cristo nosso Senhor. Amém.



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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SANTA ANASTÁCIA 25/12

SANTA ANASTÁCIA
25/12

Nascida em Roma no final do século III, tempo do Imperador Diocleciano, Anastácia destacava-se como um belíssima jovem. Junto com a mãe converteu-se ao cristianismo, tornando exemplo de caridade e bondade. 

Após a morte da mãe, o pai obrigou Anastácia a casar-se comum nobre romano. A partir de então a jovem foi proibida até mesmo de sair de casa. Mas Anastácia ajudava os pobres às escondidas, partilhando o pão de sua casa. 

Algum tempo depois, seu marido foi transferido para a Pérsia, como embaixador do Império. Anastácia ficou aos cuidados de um carrasco, que mal a alimentava e a mantinha sobre alta vigilância. 

A notícia da morte de seu marido trouxe liberdade para a jovem, que assumiu ainda mais corajosamente o trabalho de assitência aos pobres. Denunciada as autoridades por causa de sua fé, Anastácia foi presa exilada. 
Finalmente, depois de muito sofrer por causa do testemunho da fé, ela foi queimada viva. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO O cristianismo é marcado pelo testemunho fiel de pessoas que não se importaram de gastar, e até perder a própria vida, em razão da promoção do evangelho. No sangue dos mártires encontramos a força para continuar lutando pela transformação da sociedade.
ORAÇÃO Ó Deus, cuja força se manifesta na fraqueza, fazei que, ao celebrarmos a glória de Santa Anastácia, que de vós recebeu a força de vencer, obtenhamos por sua intercessão a graça da vitória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.




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