quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SANTA TARSILA 24/12

SANTA TARSILA
24/12

Tarsila era tia de Gregório Magno, um dos grandes papas da história. Sua influência na vida de seu sobrinho foi essencial. Dela saíram grandes lições de caridade e justiça. As grandes companheiras de Tarsila eram suas irmãs, Emiliana e Jordana. 

Tarsila e Emiliana eram muito unidas, pelo fervor da fé em Cristo e pela caridade. Viviam juntas na casa herdada do pai, como se estivessem num mosteiro.Tarsila orientava a casa, auxiliada pela Palavra do Evangelho, pelo exemplo da caridade e da castidade. Dessa maneira os progressos na vida espiritual foram grandes. 

Tarsila permaneceu com a opção de vida religiosa que havia escolhido. Sempre feliz, na paz do seu retiro e na entrega de seu amor a Deus, até que foi ao Seu encontro na glória de Cristo. A tradição conta que Tarsila ouviu, na hora da morte, uma frase consoladora: "Vem, que eu haverei de te receber nestas moradas de Luz". Imediatamente pediu para que todos se afastassem dizendo: "Está chegado Jesus, meu Salvador!". 


Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO O culto a Santa Tarsila, mesmo não sendo acompanhado de fatos prodigiosos, se manteve discreto e persistente ao longo do tempo, mostrando para nós que a santidade não precisa de fatos milagrosos. O importante é fazer bem aquilo que Deus pede de cada um de nós.
ORAÇÃO Santa Tarsila, na sua simplicidade marcastes o mundo com o selo do amor de Jesus Cristo. Daí-nos seguir seu exemplo e iluminados pelo Espírito Santo alcançar a glória do céu. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

SÃO JOÃO CÂNCIO 23/12

SÃO JOÃO CÂNCIO
23/12

João Câncio era polonês, nasceu em 23 de junho 1390, no povoado de Kenty. Conquistou todos os graus acadêmicos e lecionou em sua principal universidade até à morte. Também foi sacerdote zeloso e fiel aos ensinamentos de Cristo.

Mas a grande preocupação de seu magistério era transmitir aos alunos os conhecimentos "não à luz de uma ciência fria e anônima, mas como irradiação da ciência suprema que tem sua fonte em Deus".

Mesmo depois de ordenar-se sacerdote continuou a cultivar a ciência. Homem de profunda vida interior jejuava e penitenciava-se semanalmente, ao mesmo tempo que espalhava o amor pelo próximo entre os estudantes e os pobres da cidade. Foi um homem humilde e totalmente disponível ao serviço dos irmãos.

Distinguiu-se sobretudo por sua caridade e humildade. Tinha um cuidado especial para com os pobres, enfermos e órfãos, oferecendo tudo o que possuía e atestando ser esta uma das armas mais preciosas dos cristãos.

Faleceu às vésperas do Natal, em 24 de dezembro 1473. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Na hora de sua morte João Câncio exortou: " Vigiai atentamente a doutrina e combatei toda opinião contrária à verdade: mas revesti-vos neste combate das armas da PACIÊNCIA, da DOÇURA e da CARIDADE, recordando que a violência, além do dano que faz às nossas almas, prejudica as melhores causas”.
ORAÇÃO Senhor, pelos méritos de São João Câncio, eu vos peço o mais precioso dos dons, o da caridade. Fazei-me amável, tolerante, solícito, gentil e que todas as minhas atividades sejam baseadas no amor que Cristo nos ensinou. Amém.



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SANTA FRANCISCA XAVIER CABRINI 22/12

SANTA FRANCISCA XAVIER CABRINI
22/12

Nascida em 15 de julho de 1850, desde pequena, se entusiasmava ao ler a vida dos santos. A preferida era a do Santo Francisco Xavier, a quem venerou tanto que assumiu seu sobrenome, se auto-intitulando Xavéria. 

Ainda jovem ficou órfã. Mas o ofício de professora ajudou-a a manter a vida e cultivar o sonho de ser religiosa. A fragilidade física era a principal barreira. Mas Francisca nunca desistiu do sonho de ser freira. 

Passado o tempo, quando já tinha trinta anos de idade, desabafou com um bispo o quanto desejava abraçar uma obra missionária e esse a aconselhou: "Quer ser missionária? Pois se não existe ainda um instituto feminino para esse fim, funde um". Foi exatamente o que ela fez. 

Em 1877 fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, que colocou sob a proteção de Santo Francisco Xavier. Francisca preparou missionárias dispostas e plenas de fé como ela, para acompanhar os emigrantes em sua jornada para as Américas. Tinham o objetivo de fundar nas terras aonde chegavam, hospitais, asilos e escolas que lhes possibilitassem calor humano, amparo e conforto. Ela própria veio para a América, onde pessoalmente administrou muitas obras sociais. 

Madre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, em 22 de dezembro de 1917, nos Estados Unidos. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Essa santa é considerada a grande mãe dos imigrantes italianos no começo do século XX. Foi missionária corajosa, apesar da fragilidade física. Soube servir a Cristo na pessoa do mais pobre e fez de sua vida uma constante ação de graças.
ORAÇÃO Ó Deus, concedei-nos, pelas preces de Santa Francisca Xaviéria Cabrini, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.



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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SÃO PEDRO CANÍSIO 21/12

SÃO PEDRO CANÍSIO
21/12

Pedro Canísio nasceu na Holanda em 1521. Desde menino manifestou sua vocação religiosa, sendo um amante da catequese. Ao contrário dos demais garotos preferia os livros de oração às brincadeiras. Mais tarde ele iria escrever um catecismo, traduzindo em mais de quinze línguas. 

Sua família queria que Pedro conseguisse um bom casamento, mas o jovem recusou-se, fazendo voto de castidade. Em 1543, ingressou na recém fundada Companhia de Jesus. Três anos depois, ordenado padre jesuíta, recebeu a incumbência de voltar para sua terra natal e fundar uma nova casa para a Ordem. 

Destacou-se como um ardoroso defensor da fé católica e questionador das posturas protestantes. Foi nesse período que sua luta incansável trouxe mais frutos e onde também escreveu a maior parte de suas obras literárias. 

Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburgo, atual Suíça.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Pedro Canísio viveu o que pregou e sua obra foi gigantesca. Pregador, escritor e peregrino do Evangelho, suas obras fizeram-no merecer o título de Doutor da Igreja. Uma das frases de São Pedro Canísio: "O que todo mundo ama e busca, é a moderação unida à gravidade da linguagem e à força dos argumentos. Abramos os olhos dos extraviados, mas sem nunca causar-lhes irritação".
ORAÇÃO Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Pedro Canísio, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.




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SÃO DOMINGOS DE SILOS 20/12

SÃO DOMINGOS DE SILOS
20/12

Talvez o maior defensor dos valores monásticos tenha sido o religioso Domingos de Silos, que valorizava nos mosteiros o ensino não só da agricultura como dos demais ofícios e artes. 

Domingos nasceu no ano 1000, na Espanha, numa família pobre e cristã. Ainda menino, quando era pastor, aproveitava o ofício para oferecer leite para os caminhantes pobres. Ao mesmo tempo era um menino estudioso e a família resolveu matriculá-lo na escola da paróquia. 

O pároco viu a boa vontade do menino e ajudou-o a entrar no seminário. Mas o jovem Domingos resolveu ser eremita e depois monge. Aí encontrou sua vocação. Destacou-se entre os monges pela bondade e simplicidade. Seu exemplo foi tão forte que seu próprio pai resolveu fazer-se monge. 

Ao final da vida, era chamado de "apóstolo de Castela". Previu a data da própria morte, que ocorreu a 20 de dezembro de 1073. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO São Domingos amado pelo povo e respeitado por reis e rainhas, foi um homem de decisão e de fé. Soube reconhecer Cristo nos pobres e fazer de suas palavras e ações uma missão evangélica. Quem dera soubéssemos ser também fiéis servidores do Evangelho.
ORAÇÃO Pai de bondade, São Domingos é para nós exemplo de dedicação e fraternidade. Abençoai-nos, para que também nós possamos seguir os ensinamentos deixados pelos santos e santas, de acordo com os dons e talentos que nos destes. Amém.



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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

SANTO URBANO V 19/12

SANTO URBANO V
19/12

O Papa Urbano V assumiu o cargo em 1362, período turbulento para a vida da Igreja, quando a sé apostólica estava instalada na França. Era de origem francesa, formado em ciências jurídicas e monge beneditino. 

Por causa de seu apostolado frutífero, Urbano foi eleito para ocupar a cadeira de Pedro após a morte de Inocêncio IV. Seu pontificado durou somente oito anos, mas caracterizou-se pela sábia administração, pelo esforço de renovar os costumes e pela nobreza de intenções. 

Sua grande preocupação era a instrução religiosa do povo católico. Fundou novos centros de estudos e ajudava pessoalmente estudantes mais pobres. No plano missionário, enviou numerosos grupos de religiosos às regiões européias ainda necessitadas de evangelizadores, como a Bulgária e a Romênia. 

O grande sonho do Papa Urbano V, porém, era levar de volta a sede da Igreja para Roma. Conseguiu isso, em outubro de 1367, sendo recebido com entusiasmada aclamação popular. Foi o primeiro a se estabelecer no palácio ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Alguns anos depois Urbano V foi novamente obrigado a deixar Roma, e voltar para Avignon, onde faleceu em 19 de dezembro de 1370. 
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
 REFLEXÃO Papa ativíssimo e piedoso, mostrou possuir os dotes do homem de governo e mão firme no guiar a barca de Pedro, numa época tão difícil na vida interna da Igreja. O Santo Pontífice olhou para a reconstrução espiritual da Igreja, promovendo a unidade entre os cristãos.
ORAÇÃO Deus, nosso Pai, São Urbano viveu na mais completa simplicidade e despojamento, procurando sempre ajudar os mais necessitados. Que cada um de nós, nesse dia, possamos abrir nosso coração à claridade de vossa luz e que se dissipem de nossa vida a indiferença perante as necessidades de nossos semelhantes. Por Cristo nosso Senhor. Amém.



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SÃO VUNIBALDO 18/12

SÃO VUNIBALDO
18/12

Nobre de coração e de linhagem, Vunibaldo nasceu em 701. Era filho de Ricardo, rei da Inglaterra e irmão de Vilibaldo e Valburga, todos também santificados pela igreja. 

Em 720 partiu com o pai e o irmão em peregrinação para a Terra Santa, passando antes por Roma. Mas seu pai adoeceu durante a viagem e morreu na cidade italiana de Luca. Os dois irmãos ficaram juntos em Roma, por dois anos e depois seguiram rumos diferentes. 

Em 738, Vunibaldo foi ordenado sacerdote e foi auxiliar a evangelização da Alemanha, ao lado do tio Bonifácio. Por algum tempo ficou acompanhando o tio na sua obra apostólica. Porém cada vez mais ansiava pela vida monástica e pela contemplação na solidão. Juntou seus bens e construiu um mosteiro. 

Logo foi nomeado abade, dedicando-se ao apostolado para reforçar a fé da população que vivia mergulhada em situações de pecado. Passou a vida em constante oração. Quando já não conseguia mais caminhar até a igreja, pediu para colocarem um pequeno altar em sua cela. Pouco tempo depois morreu, em 18 de dezembro de 761. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Vunibaldo tinha fama de santidade em vida. O seu culto se difundiu principalmente entre os povos germânicos. A biografia de Santo Vunibaldo foi escrita por sua irmã Santa Valburga, que relatou com detalhes os prodígios que aconteciam com sua simples presença. Vunibaldo dedicou sua vida a oração contemplativa e ao apostolado. Preferia ficar retirado na solidão, mas colocava-se sempre disponível para difundir o Evangelho.
ORAÇÃO Deus de misericórdia, que olhai os seres humanos com bondade e compaixão, criai em nós um coração puro e cheio de desejo de realizar o bem para todos os nossos semelhantes, a exemplo de São Vunibaldo. Por Cristo nosso Senhor. Amém




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SANTA OLÍMPIA 17/12

SANTA OLÍMPIA
17/12

Olímpia nasceu no ano 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Aos vinte anos de idade se casou com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa afastou-se de todos os possíveis pretendentes. 

Esta atitude irritou o imperador Teodósio, que mandou confiscar-lhe os bens. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Entretanto o imperador, ao saber da generosidade de Olímpia, acabou restituindo-lhe os bens. Ela pode então continuar suas obras de caridade com maior intensidade. 

Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo de tornou um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Era tão competente que aos trinta anos de idade se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Olímpia morreu no ano 408. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO Olímpia significa aquela que é celestial. A vida desta santa era um motivo constante para dar glórias a Deus, amando seus perseguidores e aceitando fielmente os sofrimentos da vida. Em tudo soube colocar Deus em primeiro lugar, fazendo sempre a vontade daquele que o redimiu.
ORAÇÃO Pai de bondade e amor, abençoai nossa vida e daí-nos viver de acordo com o exemplo de santa Olímpia, que em tudo seguiu os caminhos de Cristo, vosso filho e senhor nosso. Inspirai-nos gestos concretos de solidariedade com os mais pobres e abandonados. Amém.



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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

SANTA ADELAIDE 16/12

SANTA ADELAIDE
16/12

Adelaide nasceu em 931, filha do rei da Borgonha. Casou cedo com o rei Lotário, na Itália. Mas três anos depois ficou viúva. Seu marido foi morto numa batalha. O rei adversário enviou Adelaide para a prisão, onde sofreu maus tratos terríveis. 

Contudo ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oton. Esse, além de lhe devolver a corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos. 

Mas o infortúnio a acompanhava. Ficou viúva de novo e passou a ajudar o filho, Oton II, no governo. Mas o filho casou-se com uma imperatriz grega, Teofânia, maldosa e ciumenta, que passou a perseguir a rainha, até conseguir que ela fosse exilada. Fugiu para Roma, mas a preocupação com o seu reino não a abandonava. Lembrava dos pobres que precisavam de seu auxílio. 

Alguns anos depois o filho arrependeu-se e mandou buscar sua mãe. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois. Teofânia, sua nora, agora regente, pretendia matar a sogra. Só não morreu, porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. 

Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Nos últimos anos de vida Adelaide foi para o convento beneditino na Alsácia. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO A vida de Santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus tratos e passou por diversas privações, para depois, finalmente assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.
ORAÇÃO Faça, Senhor Deus, nosso Pai, que aspiremos incansavelmente ao descanso que nos preparastes em vosso reino. Dai-nos forças e inteligência nesta vida, para suportarmos as agruras que nos rodeiam; para promovermos o bem e a justiça e servirmos nossos irmãos. Amém.




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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

SANTA NINA OU CRISTIANA 15/12

SANTA NINA OU CRISTIANA
15/12

No século IV viveu a escrava Nina, que embora residisse em território pagão, era uma devota convertida do cristianismo. Seu exemplo de vida era tão fabuloso entre os pagãos que estes a chamavam de Cristiana, ou seja, a serva de Cristo. 

Sua história confunde dados históricos e fictícios. O certo é que Cristiana era muito procurada pelas pessoas que desejavam conforto espiritual e corporal. Uma das histórias sobre esta jovem nos conta que ela, procurada por uma senhora cuja filha estava gravemente enferma, rezou a Deus e fez com que a menina levantasse da cama sem sinal de dor ou enfermidade. 

Mas o grande fato da vida de Cristiana foi sua intervenção na vida de uma rainha da região onde morava. A pobre escrava, reconhecida pelos seus dons de cura, foi levada a presença da soberana, já desenganada pelos médicos. Com uma profunda oração Cristiana clamou a Deus e logo a rainha já estava recuperada. 

Também o rei, perdido durante uma tempestade na floresta, lembrou-se de Cristiana e de suas orações, e pediu ao Deus da jovem que o auxiliasse. A tempestade amainou e o rei pode retonar para casa. Nesse instante o rei sentiu a fé invadir seu coração. 

A partir da conversão dos soberanos, toda a nação foi progressivamente tomada pela fé cristã. Cristiana instruía o povo, catequizando e ensinando a vida de fé. Depois de uma vida fecunda, Cristiana faleceu em 330.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO A santidade é uma vocação de todo cristão. O bom Deus nos permite que pessoas nos inspirem a vida cristã, mostrando-nos como é bonito e valioso seguir o caminho de Jesus. Santa Cristiana marcou a história da Igreja oriental com seus belos exemplos de bondade e alegria. Que ela nos inspire palavras e ações, sobretudo para com os enfermos, os quais eram amados pela jovem santa.
ORAÇÃO Deus de amor, guia-nos pelos caminhos da fé e concedei-nos, pela intercessão de santa Cristiana, as virtudes necessárias para o cuidado com os mais necessitados, sobretudo os enfermos e enfraquecidos. Por Cristo nosso Senhor. Amém.


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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

SÃO JOÃO DA CRUZ 14/12

SÃO JOÃO DA CRUZ
14/12

João nasceu na Espanha em 1542. Ainda na infância, ficou órfão de pai. Sua mãe mudou-se então para Medina, onde João trabalhava num hospital de dia e estudava gramática a noite. 

Ainda jovem sentiu-se atraído pela vida religiosa e tornou-se carmelita, indo estudar em Salamanca. Mesmo dedicando-se totalmente aos estudos, encontrava tempo para visitar doentes em hospitais ou em suas casas, prestando serviço como enfermeiro. 

Ordenou-se sacerdote aos vinte e cinco anos. Foi então que a futura Santa Tereza de Ávila cruzou seu caminho. Com autorização para promover, na Espanha, a fundação de conventos reformados, ela atraiu João da Cruz para esse trabalho. Com isso ele passou a trabalhar na reforma do Carmelo, recuperando os princípios e a disciplina. 

Os escritos sobre sua vida dão conta de que abraçou a cruz dos sofrimentos e contrariedades. Conta-se que ele pedia insistentemente três coisas a Deus. Primeiro, dar-lhe forças para trabalhar e sofrer muito. Segundo, não deixá-lo sair desse mundo como superior de uma Ordem ou comunidade. Terceiro, e mais surpreendente, que o deixasse morrer desprezado e humilhado pelos homens. 

Faleceu após uma penosa doença, em 14 de dezembro de 1591, com apenas quarenta e nove anos de idade, na Espanha.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO A doutrina de João da Cruz é plenamente fiel à antiga tradição: o objetivo do homem na terra é alcançar "Perfeição da Caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor"; a contemplação não é um fim em si mesma, mas deve conduzir ao amor e à união com Deus pelo amor.
ORAÇÃO Senhor, Nosso Deus, que inspirastes a São João da Cruz extraordinário amor à Cruz e perfeita abnegação de si mesmo, concedei que, imitando o seu exemplo, cheguemos à contemplação eterna da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


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SANTA LUZIA 13/12

SANTA LUZIA
13/12

A devoção a Santa Luzia faz parte da tradição católica, mas somente em 1894 descobriu-se uma inscrição escrita em grego sobre um sepulcro em Nápolis, confirmando a existência da mártir de Siracusa. 

Desde o século V os cristãos devotam a Luzia a proteção as coisas que se referem a visão e aos olhos. Diz a antiga tradição oral que essa proteção se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. 

Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe prometeu dar a filha como esposa a um jovem da corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. 

A mãe, acometida com uma séria doença, não queria abrir mão do casamento da filha, mas após uma peregrinação ao túmulo de Santa Águeda, onde ficou curada, a mãe aceitou que a filha permanecesse virgem. 

Mas o noivo de Luzia, revoltado, denunciou a jovem para as autoridades romanas, acusando de ser cristã. O imperador Diocleciano, conhecido pela crueldade, tentou obrigar Luzia a prostituir-se, mas a jovem não submeteu-se. Cheio de raiva, os algozes assassinaram a jovem naquele mesmo lugar, cortando-lhe a garganta.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 REFLEXÃO A vida de Santa Luzia é a prova eloquente da grande influência que tem, sobre o homem, a educação recebida na infância. É certo que as impressões, os ensinamentos e costumes que o homem leva da infância, são fatores importantes na formação do caráter e influem poderosamente em toda a vida.
ORAÇÃO Santa Luzia, Virgem e Mártir, que tanto agradastes ao Senhor, preferindo sacrificar a vida a lhe ser infiel, vinde em nosso auxílio e por meio de vossa intercessão livrai-nos de toda a enfermidade dos olhos e do perigo de perdê-los. Possamos por vossa intercessão passar a vida na paz do Senhor chegando um dia a vê-lo com os olhos transfigurados na eterna pátria dos céus. Amém!


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sábado, 10 de dezembro de 2016

Culto a imagens: ver Cristo se comparar à serpente de bronze pode deixar muito cristão bugado

Culto a imagens: ver Cristo se comparar à serpente de bronze pode deixar muito cristão bugado

O que mais tem por aí são cristãos que já se consideram salvos e se sentem superiores aos católicos – a quem chamam de idólatras – pelo fato de não prestarem culto a imagens de santos. Mas o que Jesus Cristo disse sobre as imagens?
Como já observamos em outro post, em NENHUM dos quatro Evangelhos Jesus cita de forma negativa as imagens religiosas. Isso é especialmente interessante, se considerarmos que certos cristãos praticamente só falam disso, e colocam tanto foco nessa questão!…
Mesmo quando enumerou os Mandamentos (como em Mt 22,36-38, Mc 12,28-30 e Mt 19,17-19), Jesus não citou a questão das imagens. Será que isso não leva ninguém a desconfiar que a proibição ao uso de imagens não é parte essencial e inalienável dos Dez Mandamentos?
“Se queres entrar na vida, observa os mandamentos. Quais?, perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 19,17-19)
E a única vez – A ÚNICA! – em que a Bíblia relata o Cristo se referindo alguma imagem religiosa, Ele não faz uma condenação, mas sim LIGA A SUA PESSOA AO SIMBOLISMO DESSA IMAGEM: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna” (Jo 3,14-15).
Trata-se da serpente de bronze que Deus mandou Moisés fabricar e fixar sobre um poste. Quando os israelitas, picados por serpentes venenosas, olhavam para a serpente de bronze, se salvavam da morte. Cristo se compara a essa serpente, porque ao adorarem o Deus Crucificado, os homens envenenados pelo pecado se livram da morte eterna da alma.
Jesus se comparou a uma imagem feita por mãos humanas! Tenho certeza de que muitos irmãos não-católicos, mesmo já tendo lido essa passagem mil vezes, jamais tinham parado para ver a realidade sob este ângulo. Prevejo angústia em certos coraçõezinhos…
angustia


Essa Palavra saída da boca de Cristo basta para indicar que o bom uso das imagens religiosas é possivel. Se as imagens fossem más, vocês acham que Jesus teria dito – como disse – que foi bem representado por uma delas, gente?
A PROIBIÇÃO DO USO DE IMAGENS FOI CIRCUNSTANCIAL
“Ain, mas Deus mandou destruir a serpente de bronze, porque os israelitas começaram a idolatrá-la”. Essa objeção é fácil de detonar. Deus conhece o futuro, certo? Obviamente, Ele sabia que, anos depois, o sentido da imagem da serpente seria pervertido e ela seria idolatrada. Ainda assim, ordenou a confecção da imagem e a utilizou como canal para distribuir graças ao povo de Israel.
Tal decisão da parte de Deus só se justifica por uma lógica: a de que o posterior efeito colateral da confusão idólatra era inferior ao bem que a imagem da serpente de bronze faria ao povo (não só com a cura, mas também com sua força simbólica, prefigurando o Messias levantado na cruz).
Isso evidencia que Deus proibiu as imagens de forma CIRCUNSTANCIAL (já explicamos aqui no blog que algumas leis da Antiga Aliança se confirmam na Nova Aliança, são eternas; enquanto outras se tornam obsoletas – pois eram circunstanciais, ou seja, tinham validade somente em dada circunstância). Naquele momento específico da história do povo de Deus, portanto, não convinha a existência de imagens, pois o povo confundia entre a fé no verdadeiro Deus e a fé em deuses criados pela imaginação humana. Era uma realidade cultural desfavorável ao uso de imagens.
Mas se Deus, para determinado momento da História da Salvação, considerou que a imagem religiosa era boa e conveniente para o povo, Ele não poderia, em outro momento da História da Salvação, novamente considerar que tal instrumento deveria ser novamente usado para o bem das almas?

logica

A resposta é: SIM! Pois foi isso que aconteceu, gradualmente, na vida da Igreja primitiva.
AS IMAGENS DE SANTOS NA IGREJA PRIMITIVA
As numerosas imagens de personagens bíblicos nas catacumbas mostram que a comunidade cristã já não levava ao pé da letra a proibição exposta no Êxodo, de não fazer imagens. Esses afrescos (muitos deles datados dos séculos II e III) eram cultuados como os católicos fazem hoje? Não sabemos. Mas a sua existência sinaliza que a interpretação sobre a questão da confecção de imagens estava mudando no coração da Igreja.
No Novo Testamento, permanece a condenação eterna à idolatria. E o que isso significa? Que o cristão não pode participar do culto de outras religiões, nem deve confundir o Deus Todo-Poderoso com o sol, as montanhas, os animais, e adorar essas coisas como se fossem Deus. Por isso, São Paulo diz:
“Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. (…) Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!” (Rom 1,23-25)


Até o século IV, o cristianismo era proibido pelo Império Romano. Não havia templos em que se pudesse desenvolver a arte religiosa, e seria muito arriscado ter imagens religiosas em casa.
Esse cenário muda radicalmente a partir do momento em que o Imperador Constantino, no ano 313, deu liberdade de culto aos cristãos. Eles puderam, então, erguer os seus primeiros templos, onde começou a se desenvolver a arte religiosa, inclusive por meio de esculturas.
O Papa, com o poder das chaves que Jesus entregou a Pedro, ligou as imagens de santos aos Céus, afirmando a sua utilidade para a edificação das almas.  Ao fazer isso, ele não contrariou a verdade que a Bíblia revela (ele não pode fazer isso!), mas sim deu a essa questão a correta interpretação.

Conheça os Vacilos de Santos e Profetas da Bíblia!

Conheça os Vacilos de Santos e Profetas da Bíblia!

Ele foi ungido pelo Altíssimo, tinha grana, poder e muitas mulheres. Mas nem assim aquietou o facho. Cutucou a mulher alheia e ainda providenciou a morte do marido traído (II Sm 11). Trata-se de um crápula, um homem cujo destino só pode ser queimar no máaaaarrrmore do inferno, certo? Errado! Apesar desta sucessão de graves pecados, o rei Davi viveu e morreu no amor de Deus.
Ele pagou bem caro, é verdade, pelos seus erros. Em sua família, nunca houve paz: três de seus filhos morreram, e um deles sequestrou e dormiu com todas as suas concubinas. De incesto a assassinato entre irmãos, diversas tragédias abalaram a casa de Davi. Era uma família nada unida e muito ouriçada…
Porém, na vida de Davi, a graça foi muito maior do que o pecado. Se o rei muito pecou, também é verdade que muito amou. Dedicou quase toda a vida a fazer cumprir o plano de Deus para Israel, arrependia-se sinceramente de seus pecados, fazia penitência com rigor e aceitava sem reclamar os castigos recebidos; ouvia o conselho dos profetas, tinha reverência pelas coisas santas e procurava ser justo. Acima de tudo, não era hipócrita: Davi amava ao Senhor de todo o coração.
“Ah, fala sério… Amava Deus onde? Davi cometeu assassinato, adultério, onde o amor se encaixa aí?”. Sim, é desconcertante. Mas o amor de Davi por Deus era verdadeiro – tanto que o homi recebeu de Deus a promessa de que o Messias nasceria da sua descendência. Da mesma forma, era verdadeiro o amor de Pedro que, mesmo triste envergonhado por ter negado o Mestre três vezes, disse: “Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo” (Jo 21,17).
Mas não é só Davi que tem a ficha suja. Pisada de bola na Bíblia é o que não falta – e não estou falando dos “bandidos”, mas sim dos “mocinhos” – os profetas e santos. Confira a seguir.
VACILOS DOS ELEITOS NO ANTIGO TESTAMENTO
  • Moisés – Teve medo da missão e tentou de todo o jeito se descomprometer de seu chamado (Ex 3 e Ex  4,1-16).
  • Pecou por falta de fé no episódio das águas de Meribá (Nm 20,1-13), e por isso morreu antes de entrar na Terra Prometida.
  • Elias – Sentiu desânimo (1 Rs 19,1-4).
  • Jeremias – Sentiu desânimo e queria abandonar a missão profética (Jr 20,7-17).
  • Jonas – teve medo da missão e buscou fugir (Jn 1,3). Por falta de misericórdia (Jn 4), se irritou quando Deus, ao ver que o povo de Nínive estava mudando de conduta, resolveu não mais aniquilar a cidade.
VACILOS DOS ELEITOS NO NOVO TESTAMENTO
“Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: De que faláveis pelo caminho? Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos.”
– Mc 9,33-35
Nos evangelhos, vemos que os Apóstolos viviam tomando pito de Jesus: um pela falta de fé, outro pela inteligência débil, outro pela vaidade… Entretanto, mais do que manchas na biografia dos santos, esses relatos pouco louváveis nos encorajam em nossa própria caminhada, pois evidenciam que nenhum limite humano pode ser maior do que o poder do Espírito de transformar os corações.
  • Zacarias – pecou por falta de fé (Lc 1,1-25), por isso foi castigado por uma mudez temporária.
  • São Tomé – pecou por a falta de fé, ao não acreditar no testemunho da Ressurreição ( Jo 20,24-31).
  • São Pedro – apresentou uma fé vacilante e afundou nas águas (Mt 14,22-31). Tinha excesso de auto-confiança em sua capacidade de ser fiel ao Senhor (Mt 26,31-35), mas o negou três vezes (Mt 26,69-75). Se apegou às práticas judaizantes, demostrando hipocrisia (At 10,1-28; Gálatas 2).
  • São Tiago e São João – Demostraram vaidade (Mt 20,20-27 e Mc 10,35-45).
Somos um povo a caminho: avançamos, tropeçamos em algumas pedras, caímos vez por outra… Mas não devemos parar jamais de caminhar. De fato, todo aquele que grita através das trevas de sua alma será iluminado: “Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar” (Sl 50,19).
A misericórdia de Deus é um desafio ao nosso moralismo. Muitas vezes, concebemos o cristianismo como um conjunto de regras, que nos esforçamos para seguir, somadas a uma lista de “coisas feias” que devemos evitar. Grande engano! O cristianismo possui uma moral a seguida, mas ele É MUITO MAIS DO QUE UM CÓDIGO MORAL.
Antes de tudo, ser cristão é reconhecer que Jesus está presente, que Ele vive, que Ele nos conduz pela mão em cada momento de nossa vida. E esse reconhecimento nos leva a amar Jesus Cristo, e nos faz viver as coisas com uma alegria antes impossível, com uma nova consciência – o trabalho, os estudos, o namoro, as amizades. Com o tempo, isso nos liberta cada vez mais do nosso nada, das nossas fraquezas.
É bem frisar: ao moralismo, não é razoável contrapor a heresia luterana de que basta ter fé em Cristo para sermos salvos, ainda que não sigamos os Seus ensinamentos(Sola Fide). Como bem disse São Tiago, a fé sem obras é morta, pois até os demônios têm esse tipo de fé (Tg 2,19). E, antes dele, Jesus já ensinava: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama” (Jo 14,21).
Como vimos, nem todo eleito de Deus passou a vida inteira sem cometer pecado mortal – alguns santos têm a ficha suja. Mas, por meio da oração, da caridade e da penitência, Jesus vence em nós.