segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

História de Nossa Senhora de Nazaré

História de Nossa Senhora de Nazaré

Nossa Senhora de Nazaré

Nossa Senhora de Nazaré surge de uma antiga tradição cristã do primeiro século, que conta que o próprio São José esculpiu uma imagem de Maria em madeira, em Nazaré na Galiléia e que São Lucas Evangelista a pintou.
Mais tarde, a imagem foi levada para o mosteiro de Cauliniana, na Espanha. Depois, já no século VI, no ano de 711, foi levada para Portugal.

Imagem de Nossa Senhora de Nazaré é escondida

Com a invasão dos Mouros em Portugal, o rei Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, fugiu levando as relíquias de São Brás, São Bartolomeu e a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, junto com sua família e com Frei Romano que sempre o acompanhou.
Antes de morrer, Frei Romano escondeu a imagem numa gruta. A imagem ficou ali por mais de 400 anos. Ela foi descoberta em 1182, por pastores que andavam pela região. Por causa da sua simplicidade, beleza e diferença dos padrões de imagens, Nossa Senhora de Nazaré voltou a ser venerada.

Milagre de Nossa Senhora de Nazaré

O cavaleiro Diego Fuas Roupinho, que era Alcaide do porto de Mós e Almirante de Dom Afonso, assim foi salvo por milagre de Nossa Senhora de Nazaré: Ele perseguia uma caça num dia de muita neblina. A caça caiu num abismo por causa da cerração. O cavaleiro não sabia que corria para o abismo. Mas, antes caísse, ele vinha rezando a Senhora de Nazaré para que o protegesse.
De repente, então, o cavalo parou. A cerração se dissipou e ele viu que estava à beira de um abismo onde a caça tinha caído. Após esse milagre, a vila onde ocorreu passou a ser chamada de Vila de Nossa Senhora de Nazaré. Lá, foi construída uma pequena capela por Diego Roupinho, o cavaleiro salvo. Hoje existe ali uma grande Igreja em homenagem a Nossa Senhora.

Devoção a Nossa Senhora de Nazaré 

Os Jesuítas foram os primeiros responsáveis em propagar a devoção de Nossa Senhora de Nazaré por toda a região de Portugal e posteriormente para toda a Europa. A principal casa de estudos e noviciado do mosteiro Jesuíta em Portugal é dedicada a Nossa Senhora de Nazaré.

Devoção a Nossa Senhora de Nazaré no Brasil

No dia 8 de setembro do ano de 1630, após uma grande tempestade, um pescador saiu para ver suas redes no mar de Saquarema. Ao passar diante de um morro, onde hoje está erguida a Igreja Matriz dedicada a Nossa senhora de Nazaré, viu uma forte luz e foi verificar o que era. No local do brilho, ele encontrou a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.
Levou a imagem para sua casa na vila dos pescadores, reuniu todos os pescadores, fizeram orações e foram dormir. No dia seguinte, a imagem reapareceu no local onde havia sido encontrada. Isso aconteceu por duas vezes.  Todos entenderam que era para construir uma capela naquele local. Muitos milagres aconteceram a partir de então e a capela ficou pequena, sendo necessário construir uma igreja bem maior. Sua festa é celebrada no dia 8 de setembro.

O Círio de Nazaré em Belém do Pará

Círio, cereus, é uma palavra que significa vela grande.  A devoção à Senhora de Nazaré foi levada para Belém do Pará pelos padres Jesuítas há mais de 200 anos e se tornou a maior festa católica do mundo dedicada à Mãe de Jesus.
A festa é celebrada desde 1793, e hoje, mais de 2 milhões de pessoas participam todos os anos.  É celebrada no segundo domingo de outubro.
Uma grande procissão com todos levando velas, sai de uma Igreja e faz o translado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré para outra igreja, em um percurso de 5 quilômetros.
Existe também a procissão de carros, motos e a grande procissão de barcos.

Oração a Nossa Senhora de Nazaré

Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde, a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: Eis aqui a escrava do Senhor. Mas por Deus fostes exaltada, e preferida entre todas as mulheres, para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado.
Adoro e louvo a Altíssimo que vos elevou a essa excelsa dignidade e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vos. Entretanto, confiando na bondade e ternura de vosso Coração Imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade, e participar da vossa caridade a fim de viver unido, pela graça, ao vosso divino filho Jesus. Assim como vós viveste no retiro de Nazaré.
Para alcançar essa graça, (fazer o pedido),quero com imenso afeto, e filial devoção, saudar-vos como o arcanjo Gabriel: Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós. Amém. 

História de Maria Auxiliadora

História de Maria Auxiliadora

Maria Auxiliadora

Maria Auxiliadora ganhou a invocação de Nossa Senhora Auxiliadora ou Auxílio dos Cristãos  é uma invocação instituída pelo Papa Pio V no ano de 1571, após a grande vitória dos cristãos sobre o exército muçulmano no estreito de Lepanto, que era a porta de entrada para a Europa.

Situação dramática

Nos anos anteriores os turcos muçulmanos, conhecidos e temidos como o Império Otomano, estavam prestes a invadir a Europa através do Estreito de Lepanto. Ali-Pachá, o grande líder otomano, vinha deixando um rastro de destruição do cristianismo por onde passava: igrejas incendiadas, religiosos assassinados, crianças e mulheres violentadas e cidades inteiras destruídas pelo simples fato de serem cristãs.
A Igreja Católica, por sua vez, passava por um momento difícil com o início doprotestantismo e divisões dentro da Europa. Esse ambiente tornava a Europa cristã frágil diante do poder do exército otomano. Depois de um grande esforço, o Papa Pio V conseguiu unir novamente a Europa em vista do ideal de defender a vida e a fé do povo. Os defensores da Europa formaram uma esquadra com 208 navios e cerca de 80 mil soldados, liderados por D. João da Áustria. Mas os otomanos tinham 286 navios e mais de 120 mil soldados. Dentre estes, mais de 12 mil eram cristãos escravizados que remavam os navios.

A preparação dos soldados

Todos os soldados católicos, sob as ordens de D. João da Áustria, confessaram-se, jejuaram e rezaram o Rosário durante três dias. Depois disso, começou a maior batalha naval de todos os tempos, no dia 7 de outubro de 1571.

Um auxílio do céu: Maria Auxiliadora

Os otomanos começaram vencendo. Após 10 horas de um combate sangrento, os soldados cristãos começaram a temer a derrota, que traria consequências horríveis para a Civilização Cristã. De repente, porém, ficaram surpresos ao verem os otomanos, apavorados, bateram em retirada. Então, a batalha, que parecia perdida, se transformou em vitória.

Vitória documentada

Ao final, os otomanos perderam 224 navios, 130 dos quais capturados e mais de 90 afundados ou incendiados. Além disso, quase 9.000 otomanos foram presos e 25.000 pereceram. As perdas católicas foram bem menores: cerca de 8.000 homens e 17 navios.
Mais tarde alguns otomanos presos confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora tinha aparecido no céu fazendo ameaças e causando tanto pavor a eles, que começaram a fugir. Tudo está documentado nas atas de cada navio.

Vitória pela oração a Maria Auxiliadora.

Um pouco mais de tempo e os soldados ficaram sabendo que enquanto acontecia a batalha em Lepanto, os cristãos em Roma, liderados pelo Papa Pio V, não cessavam de rezar o Rosário de Nossa Senhora. Em todas as Igrejas fizeram procissões, jejuns e orações na intenção de proteger e abençoar os soldados cristãos. Souberam também que, no começo da vitória cristã em Lepanto, o Papa Pio V teve uma visão através da qual ficou sabendo da vitória dos soldados de Cristo. A vitória foi confirmada duas semanas depois pelo correio da época.

Nossa Senhora Auxiliadora, a grande Intercessora

Em agradecimento à maravilhosa intervenção de Maria, o Papa introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. Daí o título de Nossa Senhora Auxiliadora e também Maria Auxiliadora.

Dom Bosco: grande divulgador de Maria Auxiliadora

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, porém, se popularizou ainda mais no ano de 1862, com as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto para uma criança de cinco anos. Nesse ano, Dom Bosco, tocado pela história das aparições, iniciou em Turim a construção de uma grande Basílica, dedicada a Nossa Senhora Auxiliadora. A partir desse momento, Dom Bosco será o maior devoto e divulgador da devoção a Nossa Senhora Auxiliadora.
Para eternizar seu amor e gratidão para com Nossa Senhora, Dom Bosco, juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora.
Ele dizia: Nossa Senhora deseja que a veneremos com o título de Auxiliadora: vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã.
A partir de então, a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora cresceu. O Papa Pio IX fundou uma Arquiconfraria em devoção a ela no Santuário de Turim, em 5 de abril de 1870. O Papa enriqueceu esta confraria de muitas indulgências e favores espirituais. No dia 17 de maio de 1903, por decreto do Papa Leão XIII, foi solenemente coroada a imagem de Maria Auxiliadora, que se venera no Santuário de Turim.

Devoção à Maria Auxiliadora e o  seu poder

Por tudo isso, a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora torna-se uma grande bênção para todos aqueles que a procuram, principalmente nos momentos mais difíceis, nas batalhas da vida, nas guerras, na luta contra o mal e nos momentos de angústia. A oração do Rosário acompanhada da invocação a Nossa Senhora Auxiliadora tem feito maravilhas na vida de muitos cristãos ao longo de séculos e continuará fazendo a todos aqueles que a invocarem com fé, esperança e amor.

Maria Auxiliadora, Nossa Senhora Auxiliadora e Protetora do lar

Pelas graças alcançadas, Maria Auxiliadora passou ser chamada também de A Protetora do Lar. Milhares de pessoas testemunham graças alcançadas através da sua intercessão, protegendo as casas contra tragédias, catástrofes, guerras e ajudando nos problemas de família, nas dificuldades domésticas, nas batalhas da vida.

Oração a  Maria Auxiliadora, a Auxiliadora dos Cristãos

Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos. Nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.  Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.
Amém.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Terço da Nossa Senhora da Assunção Inicio


      Terço da Nossa Senhora da Assunção

Inicio
Oferecimento:
Oh! Maria, Mãe querida e Nossa Senhora da Assunção, nós vos oferecemos este terço por nossa comunidade e nossa família, pedindo a Vossa proteção.
Esperamos que, ao meditarmos estes mistérios, nosso coração seja abrasado de amor por Teu Filho Jesus, nosso irmão, com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Creio... Pai-Nosso...Três Ave-Marias e continua-se como se segue:
Primeiro mistério:
Pai-Nosso e repetir três vezes o mistério abaixo:
Para que sejamos como os primeiros cristãos, Igreja viva, enche-nos de Teu amor capaz de ser “obediente até à morte de cruz”.
Nós vos pedimos, Senhor!
Três Ave-Marias em honra às três Pessoas da Santíssima Trindade e um Glória.
Segundo mistério:
Pai-Nosso e repetir três vezes o mistério abaixo:
Para que tenhamos mais humildade ao partilhar os dons que recebemos de Deus, fazei-nos aprender de Ti que sois “manso e humilde de coração”.
Nós vos pedimos, Senhor!
Três Ave-Marias em honra às três Pessoas da Santíssima Trindade e um Glória.
Terceiro mistério:
Pai-Nosso e repetir três vezes o mistério abaixo:
Para que não nos falte a esperança de sermos uma comunidade mais orante, nem a caridade para com os irmãos, fortalece-nos na fé.
Nós vos pedimos, Senhor!
Três Ave-Marias em honra às três Pessoas da Santíssima Trindade e um Glória.
Quarto mistério:
Pai-Nosso e repetir três vezes o mistério abaixo:
Para que tenhamos mais paciência com os irmãos que têm opiniões diferentes das nossas e aceitemos que nem sempre temos razão, ensina-nos a ser como Tu, que não vieste “para ser servido, mas para servir”.
Nós vos pedimos, Senhor!
Três Ave-Marias em honra às três Pessoas da Santíssima Trindade e um Glória.
Quinto mistério:
Pai-Nosso e repetir três vezes o mistério abaixo:
Para que possamos manter a alegria em meio às tribulações que possam atingir nossa comunidade, ensina-nos a viver na unidade, como Tu e o Pai que “são um”.
Nós vos pedimos, Senhor!
Três Ave-Marias em honra às três Pessoas da Santíssima Trindade e um Glória.
Agradecimento:
Nós Te agradecemos, Nossa Senhora da Assunção, Rainha do céu e da nossa comunidade.
Confiamos em Teu amor de Mãe que tudo providencia para seus filhos e na Tua intercessão por esta Paróquia, seu Sacerdote, os leigos engajados nas diversas Pastorais e Movimentos e em todos aqueles que aqui vêm buscar consolo ou agradecer as maravilhosas bênçãos de Deus.
Ensina-nos também a orar para que Deus estenda Sua misericórdia aos que professam fé diferente da nossa e pelos que não crêem em Teu Filho como Senhor e Salvador.
“Derrama Tuas graças, Senhora; faz mais forte esta gente que Te ergue as mãos e guarda, no Teu seio materno cada um de Teus filhos” que agora Te saúdam.
Salve Rainha...

Assunção de Nossa Senhora - Mãe de Deus



Assunção de Nossa Senhora

 - Mãe de Deus



Assunção de Nossa SenhoraDeus lhe concedeu como a Virgem
 antes do parto, no parto e depois
 do parto, como a Mãe de Deus
Hoje, solenemente, celebramos o fato
 ocorrido na vida de Maria de Nazaré,
 proclamado como dogma de fé, ou
seja, uma verdade doutrinal, pois tem
tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu
pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica
 Munificentissimus Deus:“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre
 Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta 
em corpo e alma à glória celestial.”
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como
 para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho
de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora
 ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou
com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente
 alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha
sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza
de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a
separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e
 perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do
 Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco
de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido
como motivo de sua morte.
É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima
 Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos
 e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns
 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica,
 localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho
 celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o
 Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem
 Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo
antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha
 experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e
sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada
 no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a
 sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio,
 que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e
depois do parto, como a Mãe de Deus.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
Oração à Nossa Senhora 
da Assunção

Ó dulcíssima soberana, Rainha dos Anjos, bem sabemos 

que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir
 neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa 
grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no
 meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir,
 aumenta cada vez mais para conosco.

Do alto desse trono em que reinas sobre todos os anjos e 
santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede
 a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar,
expostos até o fim de nossa vida! Pelos merecimentos de vossa
 bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança 
e da santa perseverança na amizade de Deus, para que 
possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas 
vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as 
vossas glórias eternamente no céu.  Assim seja.

A surpreendente história de devoção à Nossa Senhora Achiropita




Da redação, com Paróquia N. Sra. Achiropita
Direto da região da Calabria para o Brasil, a origem
 da devoção a Nossa Senhora Achiropita, chegou ao
 Brasil junto com o povo italiano no século XIX. O
título recebido, foi dado na época do surgimento da imagem na Itália.
A história
No ano de 580 um certo capitão Maurício enfrentou uma grande
 tempestade em alto mar. Gritava por socorro a Nossa Senhora
 e prometeu que, se fosse salvo com sua tripulação,
construiria um santuário em sua homenagem. Desviado pelos
 ventos, por milagre, conseguiu salvar-se e, na aldeia em que
 atracou, encontrou um monge que lhe disse: “Não foram os
 ventos que o trouxeram para este lugar. Foi Maria, para que
 lhe construa um santuário, quando o senhor for eleito imperador”
 A profecia cumpriu-se e o santuário foi construído em Rossano
 Calabro.
Um grande artista iniciou uma pintura da imagem de Maria. Ocorria,
 no entanto, que tudo o que pintava durante o dia, desaparecia
durante a noite. Assim, colocaram um vigilante para impedir a
 entrada de possíveis intrusos, que estivessem danificando a
 pintura. Numa certa noite, uma formosa mulher, com uma criança
no colo, pediu para entrar e rezar. Após insistir, obteve a
permissão. Que mal poderia fazer aquela gentil senhora?
Passaram longos minutos e a mulher nada de sair da igreja.
 Quando o vigilante entrou na igreja, viu a imagem da mulher
 e do menino estampada no lugar da pintura. Assim, Maria
Achiropita: a-kirós-pita (não pintada por mãos humanas). O
 vigilante saiu gritando pelas ruas: Nossa Senhora Achiropita!
Nossa Senhora Achiropita!

Celebração
Esta é a devoção Mariana que os italianos trouxeram para o Brasil.
Sua festa é celebrada no dia 15 de agosto, dia da Assunção
 de Nossa Senhora.
No Brasil, só existe uma igreja dedicada a Nossa Senhora,
 no título de Achiropita que se encontra em São Paulo no bairro da
Bela Vista – Bixiga. Sua festa, é a maior comemoração religiosa da cidade.
Além do calendário religioso, a celebração italiana também é
conhecida por sua programação gastronômica. A festa
tradicionalmente italiana completa 82 anos em 2008.
Cerca de 200 mil pessoas são esperadas durante os fins de
 semana do mês de agosto. Toda a renda da festa é usada para
 a manutenção das obras sociais mantidas pela paróquia.

Conheça a história de Nossa Senhora da Apresentação –

Conheça a história de Nossa Senhora da Apresentação – Padroeira da cidade de Natal/RN

Imagem de Nossa Senhora do Rosário encontrada pelos pescadores
O dia da Padroeira de Natal, Nossa Senhora da Apresentação,
Comemorado no dia 21 de Novembro tem um significado especial para os católicos, que vão à Pedra do Rosário para externar o agradecimento pela santa proteção.
Na manhã do dia 21 de novembro de 1753, alguns pescadores do Rio Potengi, quando lançaram a rede e ao puxá-la, encontraram um caixote que estava encalhado numa pedra.
Os pescadores pararam a embarcação no local, hoje chamado de Pedra do Rosário, para ver o que continha dentro do caixote.
Ao abrir, encontraram uma imagem da mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, com uma mão segurando o menino no colo e a outra mão estendida, aparentando sustentar alguma coisa. Logo, perceberam que era um rosário.
Junto à imagem estava uma mensagem: “Onde está imagem parar, nenhuma desgraça acontecerá”.
O vigário da Paróquia naquela época, o padre Manoel Correia Gomes, informado sobre a descoberta, foi ao local e levou a imagem para a Matriz, sabendo que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário.
Porém, a padroeira da cidade ficou conhecida por Nossa Senhora da Apresentação, porque no calendário litúrgico da Igreja Católica, o dia 21 de novembro, é o dia em que se festeja a apresentação da Mãe de Jesus no Templo, quando tinha cerca de 12 anos de idade, por esse motivo deram o nome a padroeira de Nossa Senhora da Apresentação.
A festa da Apresentação de Nossa Senhora no Templo foi instituída no ano de 1571.
A importância da devoção em Nossa Senhora com esta invocação está no fato de que como Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Ela é a mãe da Igreja, a mãe do povo de Deus.
Por isso devemos ter esse amor e veneração pela Virgem Maria, que á a mãe de todas as mães, a rainha da Família.
Nossa Senhora da Apresentação – Instituição
A Santíssima Virgem Maria, com apenas três anos de idade, em cumprimento de uma promessa feita pelos pais, foi levada ao templo, para ali, com outras meninas, receber educação adequada à sua idade e posição.
A comemoração da Apresentação de Nossa Senhora teve inicio no século VIII. Estabelecida primeiramente pelo Papa Gregório XI, em 1372, só para a corte papal, em Avignon, em 1585, Sixto V ordenou que fosse celebrada em toda a Igreja.
A Apresentação de Nossa Senhora encerra dois sacrifícios: A dos pais e da menina Maria Santíssima. São Joaquim e Sant’Ana ofereceram a Deus a filha no templo, quando esta tinha
três anos.
Sem dúvida, foi para estes pais um sacrifício muito grande separar-se da filha que se achava numa idade em que há pais que queiram confiar os filhos a mãos estranhas.
Três anos é a idade em que a criança já recompensa de algum modo os trabalhos e sacrifícios dos pais, formulando palavras e fazendo já exercícios mentais que encantam e divertem, dando ao mesmo tempo provas de gratidão e amor filiais.
São Joaquim e Santa Ana não teriam experimentado o sacrifício em toda a sua amargura? O coração dos amorosos pais não teria sentido a dor da separação?
Por outro lado, maior ainda foi o sacrifício da Filha ao separar-se de seus pais. Sendo Ela a criatura entre todas a mais privilegiada, a separação para Ela significava uma solene consagração da vida a Deus, a oferta de si mesma ao Supremo Senhor.
O sacrifício que oferecia Ela o fez com suma generosidade, sem reservas, para sempre, com contentamento e júbilo.
O que o salmista cantou, cheio de entusiasmo, traduziu-se na alma da bem-aventurada menina: “Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor”; E entrarei junto ao altar de Deus; do Deus que alegra a
minha 
juventude”.
Que espírito, tanto nos santos pais como na santa menina! Que espetáculo para o céu e para os homens! O que encanta a Deus e lhe atrai a graça, em toda a plenitude edifica e enleva a todos. Poderá haver coisa mais bela que a piedade, o desprendimento completo no serviço do Senhor?
A vida de Maria Santíssima no templo foi a mais santa, a mais perfeita que se pode imaginar. O templo era a casa de Deus e na proximidade de Deus se sentia bem a bela alma em flor. “O passarinho acha casa para si e a rôla ninho nos altares do Senhor dos Exércitos, onde um dia é melhor que mil nas tendas dos pecadores”.
Santo era o lugar onde Maria Santíssima vivia. Era o templo onde os antepassados tinham feito orações, celebrado as festas; era o templo onde se achava o santuário do Antigo testamento, a arca, o trono de Deus no meio do povo; era o templo afinal, de que as profecias diziam que o Messias nele devia fazer entrada.
Naquele templo a menina Santíssima rezava e se preparava para a grande missão que Deus lhe tinha reservado. “Como os olhos da serva nas mãos da Senhora, assim os olhos de Maria estavam fitos no Senhor seu Deus”.
Segundo foi revelado à Santa Isabel da Hungria, todas as orações feitas naquele tempo se lhe resumiram no seguinte:
1) alcançar as virtudes da humildade, paciência e caridade; 2) conseguir amar e odiar tudo que a Deus tem amor ou ódio; 3) amar o próximo e tudo que lhe é caro; 4) a conservação da nação e do templo, a paz e a plenitude das graças de Deus e 5) finalmente ver o Messias e poder servir a sua santa Mãe.
Maria Santíssima era o modelo de obediência, amor e respeito para com os superiores e amabilidade para com as companheiras. Tinha o coração alheio à antipatia, à rixa, ao azedume e ao amor próprio. Era uma menina humilde, despretensiosa e amante do trabalho. Com afã lia e estudava os Santos Livros.
Assim foi santíssima a vida de Maria no templo. O Divino Espírito Santo lapidou o coração e o espírito da esposa, mais do que qualquer outra criatura.
À Maria Santíssima aplicam-se as palavras contidas no Eclesiástico: “Quando ainda era pequena, procurei a sabedoria na oração. Na entrada do templo instava por ela… Ela floresceu como uma nova temporã. Meu coração nela se alegrou e desde a mocidade procurei seguir-lhe o rastro”.
De Nosso Senhor o Evangelho constata diversas vezes a circunstância de que Ele crescia em graça e santidade. Como Nosso Senhor Jesus Cristo, também Maria Santíssima cresceu em graça e sabedoria diante de Deus e dos homens.
Este crescimento a Igreja contempla-o em imagens grandiosas traçadas no Livro do Eclesiástico:
“Sou exaltada qual cedro no Líbano, e qual cipreste no monte Sião. Sou exaltada qual palma em Cedes e como rosais em Jericó. Qual oliveira especiosa nos campos e qual plátano, sou exaltada junto da água nas praças.
Assim como o cinamomo e o bálsamo que difundem cheiro, exalei fragrância; como a mirra escolhida derramei odor de suavidade na minha habitação; como uma vide, lancei flores| de um agradável perfume e as minhas flores são frutos de honra e de honestidade”.
Nunca houve mocidade tão santa e esplendorosa como a de Maria Santíssima. Outra não poderia ser, devendo Maria preparar-se para a realização na História: a Encarnação do Verbo Eterno.
Dessa forma, a festa da Apresentação de Nossa Senhora encerra belos ensinamentos para a família cristã, para pais e filhos. Que modelo mais perfeito pais cristãos poderiam procurar, que São Joaquim e Santa Ana?
Que exemplo de verdadeiro amor de Deus eles nos dão! Os pais não devem sacrificar os filhos ao egoísmo e às paixões, mas a Deus.
Todos nós, vemos em Maria Santíssima o exemplo que devemos imitar, se quisermos que nossa vida seja agradável a Deus.
Oração, pureza de alma e de corpo, e a devida dedicação ao trabalho – eis os valores principais da vida de verdadeiros católicos.
*   *   *

sábado, 12 de dezembro de 2015

Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Padroeira do Brasil



12OUT

Nossa Senhora da Conceição

 Aparecida - Padroeira do Brasil




Nossa Senhora da Conceição AparecidaCom muita alegria nós, brasileiros, 
lembramos e celebramos solenemente
 o dia da Protetora da Igreja e das famílias
 brasileiras: Nossa Senhora da Conceição
 Aparecida
A história de Nossa Senhora da Conceição
 Aparecida tem seu início pelos meados de
1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar,
D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de
 São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá,
 a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).
Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores
 Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura
 de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.
Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto
 Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem
 sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e
 apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as
redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.
A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou
seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples,
onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber
todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos
poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando
pelas regiões do Brasil.
Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela
no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26
 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834,
 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos
 da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no
atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria
 para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.
O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo
solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de
 Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa
 devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou
 Nossa Senhora AparecidaPadroeira do Brasil, com estes objetivos:
 o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à
 Imaculada Mãe de Deus.
Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI
ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo
 a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.
Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição
 Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando
 cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária
 a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar
 tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos
 Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção
 de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em
 construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o
 título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário
Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!